Física na Veia! http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br Blog de Física e Astronomia de autoria do professor Dulcidio Braz Jr. Mon, 23 Apr 2018 12:25:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Júpiter visível logo ao entardecer. E tem Saturno e Marte também! http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/jupiter-visivel-logo-ao-entardecer-e-tem-saturno-e-marte-tambem/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/jupiter-visivel-logo-ao-entardecer-e-tem-saturno-e-marte-tambem/#comments Mon, 23 Apr 2018 00:37:22 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4189

O céu de ontem em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Júpiter é o ponto mais brilhante lá no
topo da imagem. Clique para abrir imagem maior. (Crédito: Dulcidio Braz Jr)

 

Ontem, sábado, 21/4, aproveitei que o céu abriu para fazer observações astronômicas e registros astrofotográficos. Eu já estava quase sofrendo de síndrome de abstinência com tanto céu ruim nos últimos meses e o telescópio encaixotado!

A imagem acima mostra o céu leste capturado daqui de São João da Boa Vista, SP, por volta das 22h. O ponto mais brilhante lá no topo é o gigante Júpiter. A captura foi feita com uma câmera digital Sony HX100V fixa num tripé. Usei exposição de 10 s, com abertura f2.8 e ISO 400 para registrar o fundo de estrelas no céu e Júpiter que, a olho nu, também tem aparência estelar.

Abaixo, sobre a mesma imagem, destaco captura de Júpiter que fiz com o telescópio SkyWatcher Star Discovery 150 mm F5 usando uma webcam Logitech C270 acoplada diretamente no porta ocular. A GMV (grande mancha vermelha), um tornado com ventos de cerca de 600 km/h que já dura séculos e tem o tamanho de quase duas Terras¹, estava voltada para nós e, para minha felicidade, ficou nítida na imagem. Capturei Júpiter em avi com o software SharpCap. Fiz o pré-processamento com o PIPP (Planetary Image PreProcessor). Em seguida, empilhei com o AS2! (AutoStakkert) e apliquei wavelets com o Registax. A técnica está descrita neste post.

 

Em destaque, captura de Júpiter que fiz com telescópio.  E a belíssima constelação de Escorpião, logo
abaixo, com sua cauda bem característica.  Clique para abrir imagem maior. (Crédito: Dulcidio Braz Jr)

 

Júpiter está atualmente na constelação de Libra. Logo abaixo podemos ver claramente a constelação de Escorpião com a sua cauda bem característica que lembra um anzol (bem sobre a logomarca do blog). Clique nas imagens para abrir as fotos em tamanho maior para perceber melhor os detalhes.

Destaquei também alfa de Escorpião, a estrela Antares, uma supergigante vermelha com aproximadamente 883 vezes o diâmetro do nosso Sol e 15 vezes a sua massa. Tá bom pra você? Mais fria que o nosso Sol, Antares tem temperatura em torno de 3500 K e justamente por ser mais fria (ou menos quente, se preferir) tem brilho superficial avermelhado. Antares, mais velha do que o Sol, tem idade estimada em 8 milhões de anos. E está distante de nós cerca de  600 anos-luz, o que vale a observação de que a captura foi feita ontem mas registramos uma imagem de 600 anos atrás, exatamente o tempo que a luz demorou para viajar de Antares até o sensor da câmera aqui na Terra! Mesmo assim, por ser gigantesca, Antares é a décima sexta estrela mais brilhante do nosso céu. Linda de observar, tem aparência alaranjada, mesmo a olho nu. Mas você tem que estar num lugar bem escuro para que ocorra acomodação visual.

 

Júpiter, Saturno e Marte fazendo pose pra foto

Júpiter, atualmente, já está visível no horizonte leste logo ao entardecer, por volta das 19h. Saturno está nascendo também a leste em torno de 22h15min. Marte vem logo depois, mais ou menos meia hora após Saturno.

Ontem eu pretendia capturar os três planetas que, caprichosamente, parecem fazer pose pra foto. No entanto, logo após as capturas de Júpiter, o céu fechou. Aguardei ainda por uma hora e nada. Uma pena!

No próximo final de semana vou tentar novas observações e, quem sabe, com mais sorte, registrar também Saturno e Marte.


1 – Estudos recentes mostram que a GMV está encolhendo. Ela já foi maior do que duas Terras.

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AstroLab: Astronomia na TV Unesp http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/04/09/astrolab-astronomia-na-tv-unesp/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/04/09/astrolab-astronomia-na-tv-unesp/#comments Mon, 09 Apr 2018 20:59:28 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4176

AstroLab, na TV Unesp

AstroLab é um dos programas de maior audiência da TV UNESP, ratificando o interesse geral e crescente das pessoas pela Astronomia, esta bela ciência multidisciplinar que sempre tem espaço aqui no Física na Veia!.

Sob responsabilidade do prof. Dr. Rodolfo Langhi, AstroLab é uma parceria com o Observatório Astronômico ‘Lionel José Andriatto’ da Unesp de Bauru.

A proposta do programa é divulgar curiosidades, dados, teorias e novidades da Astronomia com uma linguagem acessível a curiosos de todas as idades.

Os programas podem ser acessados gratuitamente via web e duram em média 5 minutos. Dá para assistir até mesmo na tela do celular quando sobrarem alguns minutinhos entre um e outro compromisso. Fica a dica!

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Blue Moon anunciando a chegada da Páscoa http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/30/blue-moon-anunciando-a-chegada-da-pascoa/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/30/blue-moon-anunciando-a-chegada-da-pascoa/#respond Fri, 30 Mar 2018 22:53:04 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4157

Blue Moon (em destaque) sobre meu bairro em São João da Boa Vista, interior de SP, por volta das 19h.

 

O feriado da Sexta-feira Santa termina parcialmente nublado aqui em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Mesmo com nuvens, consegui um modesto registro da Lua Cheia nascendo sobre meu bairro.

O que essa Lua Cheia de hoje tem de especial? Duas coisas:

  • É a segunda Lua Cheia dentro do mesmo mês, ao que chamamos de Blue Moon. Mas não espere a Lua vai ficar azul. Trata-se apenas de um nome e uma curiosidade astronômica.
  • É a Lua Cheia que anuncia a chegada da Páscoa.

A segunda observação acima é muito mais relevante. Portanto, merece destaque e aprofundamento, embora eu já tenha escrito sobre isso noutros tantos posts aqui no blog (veja links lá no rodapé deste texto).

Você já deve ter observado que a data da Páscoa muda a cada ano. Certo? A data de Carnaval também. Idem com Corpus Christi. Por que isso acontece? A explicação está na definição astronômica da data da Páscoa:


”A Páscoa acontece sempre no primeiro domingo depois da primeira Lua Cheia que ocorrer a partir do dia 21 de março”.


21 de março é a data aproximada do equinócio (de outono, no hemisfério sul, ou de primavera, no hemisfério norte.

Tivemos equinócio no último dia 20 de março, terça-feira da semana passada. Fiz registro do nascimento do Sol neste dia, comparando com outros registros do nascer do Sol em solstícios e equinócios sucessivos. Você viu o post? Reproduzo a imagem logo abaixo.

Comparativo das posições reais do nascer do Sol em 21/06/2017 (solstício), 22/09/2017 (equinócio) e
21/12/2017 (solstício)

A Lua Cheia de hoje é a primeira Lua Cheia depois de 21 de março. E o primeiro domingo depois desta primeira Lua Cheia depois de 21 de março é o próximo domingo, depois de amanhã, e que cai em 01 de abril. Portanto, domingo, 01 de abril, é o Domingo de Páscoa!

Obviamente, um dia antes, 31 de março, um sábado, é Sábado de Aleluia. E dois dia antes, hoje, sexta-feira, é Sexta-feira Santa.

É sempre assim, em todo o ano! Você descobre a data do Domingo de Páscoa e, a partir dela, determina outras datas religiosas.

Para saber a data da terça-feira de Carnaval também é fácil. Por definição:


“A terça-feira de Carnaval acontece exatamente 47 dias antes do Domingo de Páscoa”


Pegue um calendário 2018 e conte você mesmo. 47 dias antes de 01 de abril, domingo de Páscoa, foi 13 de fevereiro, terça de Carnaval!

Confira na tabela abaixo as diversas datas religiosas móveis e como encontrá-las a partir da data da Páscoa.

Tabela_datas_moveis

 

O próximo feriadão, bastante tradicional no Brasil, será Corpus Christi. Veja como ele é definido:


“A data de Corpus Christi acontece sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa e cai sempre numa quinta-feira”


Vá novamente para um calendário e conte você mesmo. Em 2018 o feriado de Corpus Christi será em 31 de maio, exatamente 60 dias depois de 01 de abril, Domingo de Páscoa.

Boa Páscoa! 


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Registro do nascer do Sol em solstícios e equinócios consecutivos http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/23/registro-do-nascer-do-sol-em-solsticios-e-equinocios-consecutivos/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/23/registro-do-nascer-do-sol-em-solsticios-e-equinocios-consecutivos/#respond Fri, 23 Mar 2018 20:10:25 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4120

Comparativo das posições reais do nascer do Sol em 21/06/2017 (solstício), 22/09/2017 (equinócio), 
21/12/2017 (solstício) e 20/03/2018 (equinócio) em São João da Boa Vista, SP, Brasil.

 

Se você acredita que o Sol nasce sempre no ponto cardeal leste, veja as imagens acima!

Diz o ditado que uma boa imagem vale mais do que mil palavras (embora também ocupe no HD muito mais espaço do que mero texto). Logo, só de olhar para as fotos acima já dá para “entender” do que se trata.

Mas, para não perder a mania de professor de sempre que possível aprofundar os temas, no meu caso muito mais ainda quando tem a ver com Física e/ou Astronomia, vamos às explicações. Aproveito-me do fato de que na última terça-feira, 20 de março, tivemos equinócio de outono encerrando o verão e dando início ao outono ao sul do equador. A quarta fotografia no comparativo acima foi feita nesta data.

 

Vamos aos fatos

Enquanto orbita o Sol, a Terra, nosso planeta, mantém o seu eixo de rotação inclinado em cerca de 23,5 graus em relação à direção normal (ou perpendicular) ao plano orbital. Assim, enquanto completa uma volta ao redor da nossa estrela, os hemisférios norte e sul do planeta têm insolação diferencial ou, se preferir, os dois hemisférios vão sendo banhados pela radiação solar em quantidades diferentes e que mudam constantemente de valor.

Para me ajudar nas explicações, valho-me de images obtidas com o simulador em Flash Seasons Simulator, gratuito e disponível na página Astronomy Education at the University of Nebraska Lincon que, se você não conhece, precisa conhecer! Instale o Flash Player no seu navegador para rodar as animações/simulações.

Começamos pela data de 20/março, terça passada, equinócio de outono no hemisfério sul. Note que os dois hemisférios do nosso planeta estão igualmente iluminados pelo Sol cujos raios incidem perpendicularmente à linha do equador terrestre. Dias e noites têm igual duração.

Equinócio de outono no hemisfério sul

Em meados de maio a Terra terá se deslocado em seu movimento de translação ao redor do Sol. Mas, pela inclinação fixa do seu eixo de rotação, os dois hemisférios (norte e sul) do planeta não estarão igualmente iluminados como estavam no equinócio (terça passada). O hemisfério norte, depois do equinócio de 20 de março, vai ficando cada vez mais iluminado pelo Sol enquanto que, ao contrário, o hemisfério Sul vai ficando com menos insolação. É como se o Sol, do ponto de vista da Terra, estivesse indo para o norte. Desta forma, os dias ficam cada vez maiores no hemisfério norte e menores no hemisfério sul. Confira na ilustração abaixo.

A Terra entre o equinócio de outono e o solstício de inverno no hemisfério sul

Ratificando a ideia, depois do equinócio de 20 de março, um observador fixo na Terra, como o “homenzinho” nas imagens (simulações) que estou usando, terá a impressão de que o Sol está cada vez mais deslocado para o norte. Este deslocamento aparente para o norte será máximo no solstício de inverno, início do inverno no hemisfério sul. Nesta data, teremos a noite mais longa (e o dia mais curto) no hemisfério sul. No hemisfério norte ocorre o oposto (dia mais longo e noite mais curta). A ilustração abaixo mostra o cenário (simulado) da Terra vista do espaço na data do solstício de inverno do hemisfério sul.

Solstício de inverno no hemisfério sul

Em pleno inverno no hemisfério sul, e antes do próximo equinócio, a Terra, nossa nave, segue em sua eterna viagem ao redor do Sol. Gradativamente o hemisfério norte vai deixando de ser mais iluminado pelo Sol que o hemisfério sul. Em meados de agosto a posição da Terra transladando ao redor do Sol pode ser conferida na ilustração abaixo.

Entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera no hemisfério sul

Em setembro, outro equinócio, desta vez equinócio de primavera no hemisfério sul, os dois hemisférios terrestres voltam a ser igualmente banhados pelo Sol. Novamente dias e noites terão igual duração.

Equinócio de primavera no hemisfério sul

A partir do equinócio de primavera, gradativamente o hemisfério sul ficará mais iluminado pelo Sol enquanto o hemisfério norte, ao contrário, vai recebendo menos radiação solar. O Sol estará “cada vez mais conosco”, habitantes ao sul do equador. Teremos gradativamente dias mais longos e noites mais curtas por aqui até o próximo solstício. Em meados de novembro a posição da Terra em sua órbita solar será mais ou menos como podemos ver na ilustração a seguir.

Entre o equinócio de primavera e o solstício de verão no hemisfério sul

Note na imagem acima que nesta época, mais ao final do ano, o hemisfério sul já será bem mais banhado pela radiação solar que o hemisfério norte. Os dias já estarão bem mais longos do que as noites por aqui. Estaremos caminhando para a estação mais quente do ano ao sul do equador enquanto os habitantes do hemisfério norte caminham para a estação mais fria.

Confira, na ilustração abaixo, o que acontecerá exatamente no solstício de verão, início oficial do verão ao sul do equador. Nesta data teremos o dia mais longo e a noite mais curta no hemisfério sul do nosso planeta. Isso é consequência do fato de que o hemisfério sul estará muito mais banhado pelo Sol do que o hemisfério norte.

Solstício de verão no hemisfério sul

Se você correr os olhos pelas imagens acima e usar um pouco de imaginação, colocando-se no lugar do observador (“homenzinho”) posicionado ao sul do equador nas imagens (simulações), poderá tentar descobrir como ele verá o Sol nascendo a cada dia ao longo do ano, ou seja, numa volta completa da Terra ao redor do Sol. O observador terá a impressão de que o Sol, ao longo do ano, se desloca em torno do ponto cardeal leste. Logo, não nasce sempre no ponto cardeal leste como muita gente ainda acredita! Se você ou qualquer observador terrestre se der ao trabalho de ver diariamente o nascer do Sol, perceberá que nossa estrela parecerá fazer uma dança ao redor do ponto cardeal leste ao longo do ano¹.

RESUMINDO o que nos mostram as imagens (simulações) acima, tentando imaginar a visão do ponto de vista do observador (“homenzinho”) ao sul do equador:

  1. No equinócio de outono o Sol nasce exatamente no ponto cardeal leste.
  2. No solstício de inverno o Sol nasce bastante deslocado para o norte (ou à esquerda do leste).
  3. E no solstício de verão o Sol nasce bastante deslocado para o sul (ou à direita do leste).
  4. Portanto, entre o equinócio de outono (como o da última terça-feira) e o solstício de inverno, teremos a impressão de que o Sol nascerá cada vez mais à esquerda do ponto cardeal leste (a rigor para norte).
  5. Depois, entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera, o Sol vai nascer cada vez mais perto do leste, agora deslocando-se para à direita, voltando gradativamente para o leste.
  6. No equinócio de primavera, tanto quanto no equinócio de outono, o Sol voltará a nascer exatamente no leste.
  7. Do equinócio de primavera até o solstício de verão o Sol continuará a nascer cada vez mais para a direita do leste (a rigor para o sul).
  8. No solstício de verão o Sol nascerá em seu máximo deslocamento para a direita do ponto cardeal leste (a rigor para o sul).

São exatamente os limites destes deslocamentos aparentes do Sol, datas conhecidas como solstícios e equinócios, que registrei em imagens fotográficas para compor o comparativo lá do topo do post. Deu para entender?

Agora uma dica: observe o nascer do Sol ao longo do ano. Você vai se surpreender como o ponto do nascer do Sol¹ muda a cada dia! É uma experiência divertida! E bastante didática!

 

O fenômeno visto do espaço

Confira no belíssimo vídeo abaixo, de propriedade do Earth Observatory (NASA), um registro real de imagens diárias do nosso planeta a partir do satélite geoestacionário Meteosat-9.  Note que, como nas simulações acima, a iluminação nos dois hemisférios terrestres é diferencial e gradativa. Somente nos equinócios a luz solar banha de forma igual os dois hemisférios da Terra.

O vídeo foi composto por imagens diárias registradas ao longo de um ano, entre setembro de 2010 e setembro de 2011, entre dois equinócios, passando pelos solstícios e o outro equinócio neste período.

Veja o vídeo (curtinho) outras vezes. E repare bem em como o Sol ilumina de forma diferencial os hemisférios terrestres no decorrer dos dias. Repare nos solstícios e equinócios que, para facilitar, destaquei na imagem abaixo.

Visão do espaço. A linha tracejada amarela representa o eixo de rotação terrestre


¹ Fenômeno semelhante ocorre no lado oeste, onde o Sol se põe. Eu registrei o nascer do Sol porque da janela do meu apartamento tenho visão privilegiada do horizonte leste. Quem tem preguiça de acordar cedo por tentar observar o Sol se pondo. E verá “dança” semelhante, só que em torno do ponto cardeal oeste.

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Astrobiologia: livro gratuito para baixar http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/16/astrobiologia-livro-gratuito-para-baixar/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/16/astrobiologia-livro-gratuito-para-baixar/#respond Fri, 16 Mar 2018 19:22:42 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4109

Capa do “Astrobiologia – uma ciência emergente”, livro digital gratuito

 

O projeto “Física ao Entardecer”, mantido pelo IFT – Instituto de Física Teórica da Unesp, promove sempre na última quinta-feira do mês, às 19h, palestras com variados temas importantes e atuais dentro da Física.

Sempre que posso, acompanho as palestras à distância pois, para a minha sorte e a de tantos que gostam de Física e curtem ficar por dentro das novidades, as palestras são transmitidas ao vivo, caprichosamente em duas imagens simultâneas (uma que mostra o palestrante e outra que mostra a tela multimídia). É sensacional!

Na última quinta tivemos a palestra “Astrobiologia – a ciência que estuda a vida no universo” proferida pelo professor Douglas Galente. Consegui ver apenas os 15 minutos finais da palestra que, pelos comentários e perguntas ao final do evento, e pelo pouco que vi, foi muito boa! Guardei o endereço eletrônico para ver a palestra na íntegra e com calma no final de semana, via streaming.

Mesmo chegando atrasado, consegui pegar o precioso link para o eBook “Astrobiologia – uma ciência emergente” distribuído gratuitamente nas versões PDF e também ePUB. Já baixei meu exemplar! E, ainda que numa primeira corrida de olhos, já deu para ver que é muito bacana! E o tema, você sabe, é delicioso e multidisciplinar. Fica a dica! Baixe o seu exemplar! E mergulhe no instigante mundo da Astrobiologia!

 

Física ao Entardecer 2018 – primeiro semestre

Fica a dica também para acompanhar as palestras: ao vivo, em São Paulo, na rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 (em frente ao metrô Barra Funda) ou pela internet, como eu, curtindo e acompanhando a página do evento no Facebook que também serve para “guardar” os vídeos das palestras que você pode depois assistir, a qualquer momento, via streaming.

Confira abaixo a programação do primeiro semestre de 2018 do “Física ao Entardecer”.

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Stephen Hawking (1942-2018) http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/14/stephen-hawking-1942-2018/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/14/stephen-hawking-1942-2018/#respond Wed, 14 Mar 2018 20:12:54 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4083

Stephen Hawking

 

Na semana passada fui convidado pelo Sistema Anglo de Ensino para escrever um post sobre os 30 anos do lançamento do livro “Uma Breve História do Tempo”, escrito pelo físico britânico Stephen Hawking, lançado em 1988. Aceitei de pronto! Que trabalho gostoso falar de um livro incrível escrito por um físico fantástico tanto pela sua história de vida quanto pela sua trajetória profissional original e marcante! O artigo vai para o blog Dicas de Vestibular escrito pelos autores do Anglo.

Prontamente encomendei pela web a nova edição de “Uma Breve História do Tempo”, ampliada, lançada em 2015 (meu exemplar, original de 1988, editado pela Gradiva, Lisboa, Portugal, sumiu… devo ter emprestado para alguém que tanto gostou do livro que nunca me devolveu). Quero reler o texto que há três décadas, ainda jovem e recém graduado em Física pela Unicamp, pude degustar.

Mas o novo exemplar do livro nem teve tempo de chegar em minhas mãos e hoje, logo cedo, 6 e pouco da manhã, subindo a serra para lecionar em Poços de Caldas, MG, ouvi no rádio que Stephen Hawking foi-se embora deste planeta.

O post, antes para falar do livro, agora deverá ser uma singela homenagem a esse cara incrível que deixa para sempre marcas na história do nosso planeta, dos seus habitantes, e da boa Ciência que praticamos por conta de tantos ombros gigantes que a ancoram¹.

Acabei de chegar de Poços. E corri aqui para escrever este pequeno texto marcando esta data que, embora triste, celebra uma vida incrível!

Boa viagem camarada Hawking! Seguimos apoiados nos seus ombros!

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Atualização [16/03/2018, sexta-feira, 15h45min]

Recebi hoje a esperada encomenda da Amazon. Chegaram os livros “Uma Breve História do Tempo” e “Buracos Negros”, ambos de Stephen Hawking.

O esperadíssimo pacote da Amazon com os dois livros de Stephen Hawking

Uma Breve História do Tempo” (atualizado em 2015)  e “Buracos Negros”

Deixo a dica: ambos os livros estão com super desconto na Amazon brasileira (aquela cujo endereço eletrônico termina com “.com.br”).  “Uma Breve História do Tempo” está saindo por R$ 22,90 e “Buracos Negros” por meros R$ 14,90. Tem um pequeno frete. E a entrega é rápida. Uma bagatela por dois livros imperdíveis!


Atualização [09/04/2018, segunda-feira, 17h35min]

Hoje foi publicado o meu texto sobre Stephen Hawking no blog “Dicas de Vestibular” do Sistema Anglo de Ensino. Confira aqui.


¹ “Se enxerguei tão longe foi porque me apoiei nos ombros de gigantes”. Frase de Isaac Newton, reconhecendo a importância de cientistas que o antecederam. Coincidentemente, Stephen Hawking foi professor lucasiano emérito na Universidade de Cambridge, ocupando a mesma cadeira antes ocupada por Isaac Newton. Hawking também é detentor de ombros gigantes!

Para saber mais


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OBA e OBF 2018: inscrições abertas http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/12/oba-e-obf-2018-inscricoes-abertas/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/03/12/oba-e-obf-2018-inscricoes-abertas/#respond Mon, 12 Mar 2018 23:27:23 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4073

 

Olimpíadas estudantis são competições saudáveis que sempre incentivam os nossos jovens a estudarem mais e, consequentemente, aprenderem mais.

Sempre motivo meus alunos a participarem de olimpíadas estudantis, especialmente a OBF – Olimpíada Brasileira de Física e a OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, olimpíadas nacionais da minha área.

Ambas as olimpíadas estão com inscrições abertas. Vale lembrar que são as escolas, através de professores representantes, que se inscrevem nestas competições. A inscrição dos alunos é mais adiante. Para saber mais detalhes, consulte os respectivos regulamentos disponíveis nos links fornecidos aqui neste post.

Escolas que participaram da  OBA  em 2017 estão automaticamente inscritas e cadastradas para a edição 2018. Mas a OBF exige novo cadastramento e inscrição das escolas a cada nova edição.

A  OBA  acontece em fase única, na própria escola. Em 2018 a prova será aplicada no dia 18/maio, uma sexta-feira. Esta olimpíada funciona como “peneira” para escolher os melhores alunos do Brasil que vão disputar uma vaga para defender o Brasil nas olimpíadas internacionais de astronomia e astrofísica do ano posterior. Vale lembrar que, paralelamente à OBA acontece a MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes, competição onde os alunos são motivados a projetar e lançar obliquamente foguetes artesanais nos quais a propulsão deve ser apenas água e ar comprimido.

OBF é realizada em três fases, sendo a primeira fase na própria escola, a segunda fase numa sede regional, e a terceira fase numa das inúmeras sedes estaduais espalhadas pelo Brasil, em geral universidades públicas. A primeira fase será aplicada no dia 10/maio, quinta-feira. A segunda fase acontece no começo do segundo semestre, em 18/agosto, sábado. E a finalíssima será no dia 06/outubro, sábado. Esta olimpíada seleciona estudantes brasileiros que vão defender nosso país nas olimpíadas internacionais de física de 2019.

Se você é professor da área de exatas, inscreva a sua escola e convide os seus alunos para participarem da OBF e da OBA. Como sempre digo, ninguém sai de “mãos vazias” de uma olimpíada estudantil. Mesmo quem não ganha medalha, sempre ganha conhecimento, o que é a melhor parte!

 

 

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“Paisagens Cósmicas”: livro gratuito para baixar http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/02/26/paisagens-cosmicas-livro-gratuito-para-baixar/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/02/26/paisagens-cosmicas-livro-gratuito-para-baixar/#respond Tue, 27 Feb 2018 00:02:48 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4056

Paisagens Cósmicas (capa)

 

O livro “Paisagens Cósmicas –  da Terra ao Big Bang” conta com textos produzidos originalmente para o Ano Internacional da Astronomia, 2009, em homenagem ao italiano Galileu Galilei e os 400 anos das primeiras observações astronômicas instrumentais¹.

A obra foi atualizada pela Professora Elysandra Figueredo Cypriano e pelo Professor Augusto Damineli, ambos do Departamento de Astronomia do IAG – Instituto de Astronomia Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP – Universidade de São Paulo.

São 44 páginas com belíssimas imagens e informações interessantes desde a Terra até o Big Bang.

Trata-se de um excelente material de apoio em aulas de Astronomia bem como divulgação científica.  E é belíssimo, para degustar com os olhos e instigar o cérebro com as maravilhas e mistérios do Universo.

E, como se não bastasse tudo isso, é “na faixa”! Isso mesmo! Você pode fazer download gratuito do material em PDF a partir deste link.

O que está esperando?

Divirta-se! E, de brinde, aprenda mais sobre o Universo!


¹Galileu Galilei (1564-1642), italiano, é pioneiro nas observações astronômicas com uma pequena luneta que ele mesmo construiu partindo da “receita” do seu inventor Hans Lippershey (1570-1619), holandês. Consta na história da ciência que sua observações dos astros com a sua lunetinha tiveram início em 1609, no ano posterior ao da patente do invento por Lippershey.

Já publicado no Física na Veia!

(*) posts na plataforma antiga do blog (o Física na Veia! foi blog oficial das comemorações do Ano Internacional da Astronomia)
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Entenda as ideias de Einstein de uma vez por todas http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/02/06/entenda-as-ideias-de-einstein-de-uma-vez-por-todas/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/02/06/entenda-as-ideias-de-einstein-de-uma-vez-por-todas/#comments Tue, 06 Feb 2018 19:13:58 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4034

“Einstein – para entender de uma vez” (capa)

 

No primeiro semestre de 2017, o jornalista científico Salvador Nogueira — da Folha de São Paulo e do Mensageiro Sideral (blog e canal no Youtube) — me fez um convite delicioso: fazer, em primeira mão, leitura crítica do seu mais novo (e futuro) livro de divulgação científica que abordaria ninguém menos do que Albert Einstein.

Aceitei de pronto! (Precisa desenhar?!) Por conta da vida corrida de professor, acabei pegando o original em cima da hora. Com pouco tempo, virei um final de semana inteiro debruçado sobre a deliciosa tarefa de ler um texto fluido e sem ‘calculeira’ alguma abordando as ideias de Einstein de uma maneira direta e divertida tal que qualquer pessoa, especialmente as não iniciadas em Física, possa entender de Física sem estresse. Foquei na primeira metade da obra que aborda a Física, mais a minha praia, e já sabendo, segundo o autor, que cosmólogos de respeito estavam fazendo a leitura crítica da segunda parte do livro.

A obra ficou no forno ainda por uns meses. E foi lançada só no final de outubro sob selo da revista Superinteressante da Editora Abril. Portanto, para alegria de quem gosta de divulgação científica, o livro deveria ser encontrado facilmente até mesmo nas pequenas bancas de jornal de esquina. Mas, para a minha frustração, pelo menos por aqui no interior de São Paulo, não a encontrei nem em livrarias maiores!

No final de dezembro, já sem muita esperança de ter um exemplar em mãos, arrisquei e encomendei o livro pela Amazon (www.amazon.com.br) que o vendia  sem prazo definido de entrega, ratificando ser a obra uma mosca branca. Confesso que entrou janeiro de 2018 e até me esqueci da encomenda…

Na semana passada recebi via e-mail alerta da Amazon informando que o livro estava a caminho. E ontem, finalmente, o “Einstein – para entender de uma vez” chegou em casa!

Como já estou em pleno ano letivo, ainda não tive tempo de fazer a tão desejada leitura atenta. Só dei aquela curiosa folheada. A degustação pra valer vai ficar para a semana de Carnaval que para mim será recesso escolar. Portanto, nem sei dizer quantos dos meus tantos pitacos chatos de professor e físico foram aproveitados pelo Salvador. Mas, pelo que vi/li nos originais, recomento a obra sem medo de errar! Vale muito a pena!

Segundo palavras do próprio autor, “o livro busca explicar de forma simples e clara as principais contribuições do grande físico alemão para a ciência, basicamente sedimentando os dois alicerces sobre os quais podemos compreender o Universo: a teoria da relatividade geral e a mecânica quântica”.

 

Abertura do capítulo 6

 

A obra, com 312 páginas e preço de capa de pouco menos de R$ 35,00 (uma bagatela!), está assim organizada:

Introdução: Bem-vindo à mente de Einstein
Capítulo 1: A existência dos átomos
Capítulo 2: A realidade do mundo quântico
Capítulo 3: O espaço e o tempo
Capítulo 4: A equação mais famosa do mundo
Capítulo 5: A gravidade
Capítulo 6: Revoluções tecnológicas
Capítulo 7: A origem do Universo
Capítulo 8: O erro que se revelou um grande acerto
Capítulo 9: Buracos negros
Capítulo 10: Lentes de aumento cósmicas
Capítulo 11: Ondas gravitacionais
Capítulo 12: Mais rápido que a luz
Capítulo 13: Viagens no tempo
Capítulo 14: Um novo estado da matéria
Capítulo 15: Teletransporte quântico
Capítulo 16: A teoria final

Contracapa da obra

 

Fica a dica: diversão garantida, com qualidade de informação e preço justo! Se passar por uma banca de jornais, revistaria ou livraria, já sabe: olho no “Einstein”! Ou então faça como eu e compre pela web. Um dia chega.

Fica também um pedido especial deste velho professor aos editores da Super/Abril: podem rodar pelo menos mais 20.000 exemplares e espalhar Einstein pelo Brasil. Garanto que não sobra nas bancas. E a boa divulgação científica, desde já, agradece!


Para saber mais

  • Texto do próprio Salvador Nogueira sobre o livro (no blog “Mensageiro Sideral”)

 

 

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Lua Cheia no perigeu? Superlua, agora! http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/01/31/lua-cheia-no-perigeu-superlua-agora/ http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/2018/01/31/lua-cheia-no-perigeu-superlua-agora/#respond Wed, 31 Jan 2018 23:10:21 +0000 http://fisicanaveia.blogosfera.uol.com.br/?p=4001

Sequência da Superlua Azul nascendo por trás da serra em São João da Boa Vista, SP

 

As imagens acima registram o nascer da Lua Cheia por trás da serra por volta das 20h20min de hoje. Mas não é uma Lua Cheia qualquer. Trata-se de uma “coincidência” de três fenômenos astronômicos. Explico, a seguir.

Superlua

A órbita da Lua ao redor da Terra não é circular, é elíptica. Sendo assim, a distância Terra-Lua varia. A Lua pode passar mais perto ou mais longe da Terra. Quando passa mais perto, nos parece maior. E, quando a acontece a coincidência de uma Lua Cheia (com a face voltada para a Terra 100% iluminada) passar pelo perigeu, ponto de máxima aproximação com o nosso planeta, temos uma Lua Cheia ligeiramente maior do que a média. E também mais brilhante. É o que vem sendo chamado de Superlua, termo que, para os astrônomos mais conservadores, é exagerado.

Concordo. Mas devo dizer que gosto da ideia de que o termo chama a atenção das pessoas para o fenômeno, excelente oportunidade para ensinarmos o que é correto. Mas também agita a mídia que, para a felicidade de quem curte Ciência e pratica divulgação científica, aborda o tema de maneira extensiva. Porém, há que se pontuar que a mídia, na média, também é mestre em propagar bobagens. Hoje, infelizmente, já vi/li/ouvi algumas ao longo do dia.

Hoje a Lua Cheia está passando próxima do perigeu. Logo, é Superlua. Já abordei o tema aqui no blog inúmeras vezes. Para não ser repetitivo, mas aproveitando nova ocorrência do fenômeno, deixo lá embaixo links caso você queira se aprofundar este tema e notros ligados à Lua. Destaco, em especial, este post no qual faço estimativas do aumento do diâmetro aparente e do brilho lunar numa passagem da Lua Cheia pelo perigeu em comparação com sua passagem no apogeu, ponto de máximo afastamento da Terra.

Lua Azul

Devo destaca ainda que a Lua Cheia de hoje é a segunda Lua Cheia num mesmo mês, o que é conhecido como Lua Azul. A primeira Lua Cheia do mês de janeiro (e do ano de 2018) foi no dia 01, registrada aqui neste post.

Temos, portanto, uma Superlua Azul. Mas não espere que a Lua vá mudar de cor. É apenas um rótulo que nada tem a ver com a realidade visual do nosso querido satélite natural.

Eclipse Lunar Total

Vale destacar também que, por muita coincidência, tivemos neste dia de Superlua Azul um eclipse lunar total, infelizmente não visível daqui do Brasil (ele aconteceu no período da manhã pelo horário de Brasília).

Em todo eclipse lunar total a Lua Cheia, durante a totalidade, em vez de desaparecer, fica avermelhada, assumindo um tom “vermelho tijolo”. Algumas pessoas, especialmente as mais místicas e menos científicas, chamam o fenômeno de Lua sangrenta. Aí já é demais!

Há explicação científica e relativamente simples para o fato que, de místico, nada tem. Se quiser saber mais sobre o tema, deixo este outro post como dica de leitura.

Observe!

Como sempre vale a pena observar a Lua Cheia, aproveite a oportunidade! Bote a cara pra fora e veja a Lua Cheia de hoje. Aqui no interior de São Paulo ela está linda!

Depois de um mês de chuva, o céu finalmente limpou. E a Superlua Azul impera imponte como um farol sobre a serra e em contraste com as luzes do meu bairro. Confira na imagem abaixo.

Foto com exposição de 5 segundos para evidenciar o luar “turbinado” da Superlua em comparação com as luzes do meu bairro

Boas Observações! 


Confira, abaixo, timelapse da Superlua nascendo por trás da serra em 01/janeiro/2018, a primeira Lua Cheia deste ano.

Se não estiver visualizando a imagem (animação) acima, clique neste link.


Para ver


Já publicado no Física na Veia!

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