Física na Veia!

Arquivo : OBA

A 20ª edição da OBA aconteceu ontem
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

Enquanto meus alunos do Anglo São João faziam a prova, aproveitei para estudar Astronomia

 

Aconteceu ontem, sexta-feira, 19 de maio, em toda o território nacional, a vigésima edição da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, evento voltado a estudantes brasileiros dos ensinos fundamental e médio e coordenado por uma comissão especial formada por membros da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e da AEB – Agência Espacial Brasileira. .

Em 20 anos de existência, a OBA já superou os 8 milhões de participantes e distribui anualmente cerca de 40 mil medalhas. Em 2016, a olimpíada teve a participação de 744.107 estudantes de 7.915 escolas de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal, além da colaboração de 64 mil professores.  Para vigésima edição a organização da olimpíada espera quebrar a barreira dos 800.000 estudantes participantes.

Além de ter crescido, a OBA se multiplicou. Dentro da olimpíada foi criada a MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes que tem cerca de 90 mil participantes por ano lançando seus foguetes aos céus do Brasil. Mas não é só isso. Também nasceram as Jornadas Espaciais, as Jornadas de Foguetes, os Acampamentos Espaciais e os EREA – Encontros Regionais de Ensino de Astronomia. Este último já capacitou mais de 6.200 professores passando por diversas cidades do país, até mesmo na longínqua Oiapoque, no extremo norte do Amapá. Quem desejar organizar um EREA em sua região, basta entrar em contato com a secretaria da olimpíada pelo e-mail oba.secretaria@gmail.com. O programa é realizado através de parcerias locais e principalmente com recursos obtidos junto ao CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Meus alunos do Anglo São João (São João da Boa Vista, interior de São Paulo) e do CEI (Poços de Caldas, interior de Minas Gerais) participaram da olimpíada. Em São João, onde moro, eu mesmo apliquei a prova. E, aproveitando as preciosas quatro horas de prova, fiquei estudando… Astronomia!

Vale lembrar ainda que a OBA seleciona os melhores estudantes do Brasil para um curso intensivo à distância. Ao longo desse curso, novas provas seletivas são feitas até encontrar os melhores estudantes brasileiros na área que vão compor a equipe que defenderá o país nas olimpíadas internacionais de Astronomia.

Parabéns aos organizadores da OBA! Dentre outras coisas, pela persistência no projeto que, apesar das muitas dificuldades, especialmente pelo atual corte de verbas, conseguiu crescer e sobrevive há duas décadas!

Por falar em verba, a vaquinha para ajudar a MOBFOG, divulgada no post anterior, continua aberta e aguardando contribuições.


Para saber mais


Gabaritos da OBA 2017 já estão disponíveis

  • Na sessão Provas e gabaritos, no site oficial do evento, você já encontra as provas do ensino fundamental e do ensino médio resolvidas e comentadas.

Já publicado no Física na Veia!



Olimpíada estudantil precisa da sua ajuda financeira
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

MOBFOG

Lançamento realizado durante uma Jornada de Foguetes em Barra do Piraí, RJ (crédito: OBA)

 

A OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica está enfrentando dificuldades financeiras. Quem não está com essa histórica crise política e econômica pela qual estamos atravessando?

Com mais um corte da verba que recebe do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, órgão do governo federal de fomento da ciência, tecnologia e inovação, a OBA não tem recursos para realizar um dos eventos mais aguardados pelos estudantes aficionados pelas ciências espaciais: a MOBFOG  – Mostra Brasileira de Foguetes.

Por conta disso, seus organizadores criaram uma campanha de financiamento colaborativo — crowdfunding — na esperança de conseguir verba mínima para que a  11ª edição do evento possa acontecer. O objetivo é arrecadar o valor de R$ 50 mil. Para contribuir, basta acessar o site.

A MOBFOG, organizada pela OBA em parceria com a SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e a AEB – Agência Espacial Brasileira avalia a capacidade dos estudantes de construir e lançar, o mais longe possível, foguetes feitos de garrafa pet, de tubo de papel ou de canudo de refrigerante, estimulando o conhecimento. Ela é voltada aos alunos dos ensinos fundamental e médio, mobilizando 60.000 professores de 10.000 escolas de todo o Brasil.

A novidade deste ano é que professores também poderão construir e lançar foguetes. Os estudantes do ensino médio que conseguirem os melhores lançamentos de foguetes serão convidados para a Jornada de Foguetes, evento anual que reúne alunos de todo país na cidade de Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro.

Em 2016, o evento, que acontece em paralelo com a OBA, contou com a participação de cerca de 87.700 jovens estudantes. A expectativa de seus organizadores é conseguir verba para realizar o evento em 2017 com possibilidade de ultrapassar a marca dos 100 mil participantes. No entanto, nos últimos dois anos, a verba da OBA foi reduzida em mais da metade pelo governo federal. E para a MOBFOG não há qualquer tipo de recurso neste ano.

“A construção de foguetes e suas bases estimula a criatividade dos alunos e desenvolve suas habilidades manuais. É extremamente gratificante aos alunos verem que o que aprenderam em sala de aula funciona na prática ao lançarem os foguetes cada vez mais distante” – destaca o professor Dr. João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da MOBFOG e da OBA.

E, como exemplo palpável do estímulo que uma olimpíada estudantil pode representar na vida de um jovem estudante, Lucca Panice Pedro, 18 anos, da cidade de Bauru — interior de São Paulo—, acaba de ser aprovado para cursar Engenharia Aeroespacial na Universidade do Estado de Nova Iorque em Búfalo, mais conhecida como SUNY at Buffalo. A notícia foi dada pelo próprio Lucca, por email, ao professor Canalle em agradecimento pela contribuição dos eventos na sua trajetória.

Se puder, ajude! Vale a pena! A iniciativa é bem legal! Aqui vai mais uma vez o link para você deixar a sua contribuição que pode ser feita por boleto bancário ou por cartão de crédito e tem valor mínimo de R$ 20.


20 anos de OBA!
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

Auto-retrato feito pelo astrônomo Alan Fitzsimmons enquanto observava a Via Láctea no Observatório
de La Silla (deserto do Atacama, Chile). [Fonte: ESO – http://www.eso.org/public/images/potw1320a/]

Quem é que não gosta de observar o céu à noite? Quem não fica curioso e quer saber mais sobre como as estrelas se formam, evoluem e morrem? Astronomia é o maior barato! Alguém discorda?

Nas minhas aulas, quando faço gancho com assuntos ligados à Astronomia e à Astrofísica, o interesse dos alunos sempre cresce.

Para os jovens estudantes brasileiros do ensino fundamental e médio, a OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica é uma maneira divertida de aprender mais sobre os temas ligados à Astronomia. E a competição, nacional, um estímulo a mais para todo mundo estudar com vontade de “medalhar”.

Em 2017, essa importante olimpíada estudantil e que já virou tradição, chega à vigésima edição! Duas décadas! E já superou a marca dos 8 milhões de participantes! Sensacional! Só em 2016, a Olimpíada teve a participação de 744.107 estudantes de 7.915 escolas de todos os estados do Brasil e do Distrito Federal.    

Ficou interessado? Se você estuda nos níveis fundamental ou médio, em escolas públicas ou particulares, procure o seu professor de Física ou de Ciências e peça para ele inscrever a sua escola na OBA. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 19 de março.

Realizada em fase única, a Olimpíada acontecerá no dia 19 de maio, sexta-feira.  Ela é dividida em quatro níveis – os três primeiros são para alunos do ensino fundamental e o quarto, para os do ensino médio – e a prova é composta por dez perguntas: sete de astronomia e três de astronáutica. A maioria das questões é de raciocínio lógico. As medalhas são distribuídas conforme a pontuação obtida por cada nível. 

 Os melhores classificados na OBA 2017 vão representar o Brasil nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2018. E os participantes dessa vigésima edição ainda vão concorrer à vagas nas Jornadas Espaciais, que acontecem em São José dos Campos (SP), onde os participantes recebem material didático e assistem a palestras de especialistas.

No próprio site da OBA você encontra material didático gratuito para baixar e estudar. E também todas as provas anteriores, de todos os níveis, que também constituem um rico material de aprofundamento.  O que está esperando?

MOBFOG

Além de ter crescido, a OBA se multiplicou e conta também com a MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes que tem cerca de 90 mil participantes por ano lançando seus foguetes “caseiros” aos céus do Brasil. Mas não é só isso. Também nasceram as Jornadas Espaciais, as Jornadas de Foguetes, os Acampamentos Espaciais e os EREAs – Encontros Regionais de Ensino de Astronomia. Este último já capacitou mais de 6.200 professores passando por diversas cidades do país, até mesmo na longínqua Oiapoque, no extremo norte do Amapá.   

 – Mais recentemente, compramos, com a ajuda de uma “vaquinha” online, um planetário digital inflável para levar a astronomia ainda mais perto dos alunos e professores. Além disso, temos as participações contínuas nas Olimpíadas Internacionais de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), tendo organizado a edição de 2012 no Brasil, e na Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), a qual ajudamos a fundar e realizamos três delas – explica o prof. Dr. João Batista Canalle, coordenador nacional da OBA

Segundo Canalle, a iniciativa não tem a intenção de criar rivalidade entre escolas ou promover competição entre cidades ou estados. “Queremos promover a disseminação dos conhecimentos básicos de forma lúdica e cooperativa entre professores e alunos, além de mantê-los atualizados”.

  

Organização 

 A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e da AEB – Agência Espacial Brasileira. São promovidos, desde 2009, os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs), entre 10 e 12 por ano. O programa é realizado com parcerias locais e principalmente com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Quem desejar organizar um EREA em sua região, basta entrar em contato com a secretaria (oba.secretaria@gmail.com).

Meus alunos sempre participam

Desde as primeiras edições da OBA venho incentivando meus alunos a participarem da competição que, muito além da disputa, serve para turbinar o conhecimento dos jovens estudantes.

Muitos dos meus alunos já conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze. Vários foram selecionados para a “peneira” que monta a equipe dos campeões brasileiros que vão defender nosso país nas Olimpíadas Internacionais. Por dois anos consecutivos tive um aluno classificado como suplente da equipe olímpica brasileira. Confira abaixo “meus campeões” de 2016.

Leandro, Anael, Bruna, Guilherme, Mateus, Thaís, Vitor e Frank, meus alunos campeões na OBA em 2016

Se você é professor,  incentive seus alunos a participarem das olimpíadas do conhecimento, em especial da OBA. Garanto que no final, independente de medalhas, todos saem ganhando! E a diversão é garantida!


Já publicado no Física na Veia! 


O Brasil é campeão na OLAA 2016
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

OLAA2016_equipe_BR

Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique, os jovens estudantes brasileiros que venceram a VII OLAA que aconteceu na Argentina

 

Aconteceu na Argentina, na cidade de Córdoba, entre 2 e 8 de outubro de 2016, a VIII OLAA¹ – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

Sabe que país venceu a competição? BRASIL! Sim! Nosso país ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas com duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Trouxeram as medalhas de ouro os estudantes Henrique Barbosa de Oliveira (de São Paulo, SP) e Mateus Siqueira Thimóteo (de Mogi das Cruzes, SP). Lucas Camargo da Silva (de Florianópolis, SC) e Nicolas Almeida Verras (de São Paulo, SP) conquistaram a prata. E Beatriz Marques de Brito (de São Paulo, SP) faturou o bronze. Liderando a equipe brasileira estavam os astrônomos Dr. João Canalle (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ) e Dr. Júlio Klakfe (Universidade Paulista, UNIP).

Mas as conquistas não pararam por aí! Beatriz e Lucas também foram premiados por terem feito a melhor prova observacional e ganharam, cada um, um telescópio. Beatriz ainda venceu outro prêmio, sendo eleita a melhor companheira, o que lhe rendeu um galileoscópio, pequena luneta inspirada na histórica luneta de Galileo que em 1609 deu início às observações astronômicas com instrumentos.

O Brasil, que participou das oito edições do evento, com esse incrível resultado atingiu a marca de 22 medalhas de ouro, 15 de prata e 3 de bronze.

Parabéns aos líderes da equipe brasileira! E parabéns ao quadrado aos cinco jovens estudantes (Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique) que defenderam o nome do nosso país com muita competência!

Como está formatada a OLAA

As provas da OLAA exploram tanto o conhecimento teórico quanto o prático.

A prova teórica foi realizada em duas partes: individual e em grupo. E sempre mesclando as delegações. Na parte prática os estudantes participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais e foram avaliados individualmente em provas observacionais que exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio. 

Objetivos da competição internacional

Segundo o Dr. João Batista Garcia Canalle, vice-presidente da OLAA – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica e coordenador da OBA² – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, a olimpíada científica internacional promove o intercâmbio de conhecimento entre os alunos e também a troca de experiências didáticas entre os professores que lideraram os grupos. “Por meio de iniciativas como a OLAA, desejamos unir as nações, fomentar e popularizar a astronomia e a astronáutica entre os países participantes e despertar o interesse nos jovens pela astronomia e pelas ciências espaciais”.

Vale destacar que a OLAA é a única modalidade internacional a realizar provas em que alunos de diferentes países são avaliados também em grupos multinacionais com o propósito de mostrar aos participantes que a ciência atual é feita em cooperação, ou seja, em grupos e por pessoas de diferentes países. Também merece destaque o fato de que a OLAA é a única olimpíada que obriga que os grupos sejam de ambos os gêneros. 

 

Treinamento e seleção

Aqui no Brasil, os melhores estudantes de astronomia do ensino médio são anualmente selecionados numa “primeira peneira” pela pontuação obtida na OBA. Os melhores classificados são então convidados para um treinamento no estilo EAD (ensino à distância) em plataforma gerenciada pelos organizadores da competição nacional.

Nesta plataforma os estudantes fazem um simulado para “aquecer os motores” e, em seguida, sempre em constante treinamento com material didático próprio e escrito por um time de astrônomos profissionais, passam por de três provas online.  No final do processo, os melhores estudantes de cada estado passam por uma bateria de provas presenciais em diversas sedes nacionais espalhadas pelo território nacional.

Por fim, os vencedores dessa maratona nacional de treinamento e avaliações que dura alguns meses são então convocados para uma outra etapa de treinamento intensivo com astrônomos e especialistas. Normalmente essa etapa ocorre na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo, junto ao Observatório Astronômico Abraão de Morais que pertence ao IAG – Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP – Universidade de São Paulo.  A programação costuma ser dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, além de atividades de resolução de exercícios, realização de provas simuladas, e a construção e lançamentos de foguetes “caseiros” feitos de garrafas PET.

Em 2016 os estudantes da equipe brasileira contaram com o Planetário Digital Móvel da OBA para estudar o céu por meio de projeções. E ainda aprenderam a montar e a manusear dois tipos de telescópios.

Meus alunos campeões da OBA 2016

OBA_2016_Anglo-SJ_campeoes

Meus alunos campeões medalhistas das OBA 2016

 

Meus alunos participam da OBA desde sempre. Em 2016, no colégio Anglo São João, em São João da Boa Vista, interior de SP, temos oito estudantes do ensino médio medalhistas nessa importante competição estudantil brasileira e pré-selecionados para participar do treinamento e seleção à distância.

Como explicado mais acima, desse treinamento e seleção sairão os melhores estudantes que vão defender o Brasil nas olimpíadas internacionais de astronomia, incluindo a OLAA que, em sua nona edição, terá como sede o nosso vizinho Chile.

Confira abaixo os nomes dos medalhistas que deixaram esse velho professor super orgulhoso!

OBA_2016_Anglo-SJ_campeoes_poster

Leandro, Anael, Bruna, Guilherme, Mateus, Thaís, Vitor e Frank

 

Na imagem acima você confere os medalhistas do Anglo São João:

  • Leandro | primeira série do ensino médio | medalha de bronze
  • Anael | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Bruna | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Guilherme | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Mateus | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Thaís | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Vitor | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Frank | terceira série do ensino médio | medalha de prata

 

Parabéns Leandro, Anael, Bruna, Guilherme, Mateus, Thaís, Vitor e Frank! Torço muito para que em 2017 vocês possam estar selecionados para compor a equipe vai defender o Brasil no Chile e também noutras competições internacionais! #TamoJunto


(1) Fundada na cidade de Montevidéu, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e é coordenada por astrônomos de vários países da América Latina.
(2) A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e da AEB – Agência Espacial Brasileira.

Para saber mais

  • Conheça as provas (resolvidas) de todas as edições da OBA.

Já publicado no Física na Veia!

* Posts na plataforma antiga do blog

Mais uma edição da OBA
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

Alunos do ensino fundamental do Anglo São João, São João da Boa Vista, SP, na OBA 2016.

Alunos do ensino fundamental do Anglo São João, São João da Boa Vista, SP, na OBA 2016.

 

Você sabe o que é OBA? OBA é a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, evento oficial da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e da AEB – Agência Espacial Brasileira.

Aconteceu ontem, dia 13 de maio, sexta-feira, em todo o território nacional, a XIX edição dessa importante olimpíada estudantil destinada a alunos de escolas públicas e privadas do ensino fundamental até o médio. Para ser compatível com estudantes de idades tão diferentes, são quatro níveis de provas:

– Nível 1: primeira à terceira série do ensino fundamental
– Nível 2: quarta e quinta série do ensino fundamental
– Nível 3: sexta à nona série do ensino fundamental
– Nível 4: primeira à terceira série ensino médio

Tive o prazer de aplicar pessoalmente a prova para meus alunos do Anglo São João, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo.

Agora é hora de arregaçar as mangas e corrigir as avaliações com atenção e seguindo o gabarito oficial do evento.  Depois temos que lançar as notas no site. E enviar as provas físicas para serem arquivadas junto à comissão organizadora do evento que fica no Instituto de Física da  UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro sob coordenação do prof. Dr. João Batista Canalle. Depois que todas as notas de todos os estudantes do Brasil forem oficializadas no sistema, serão definidas as medalhas de ouro, prata e bronze por faixas de rendimento na prova.

Fico na torcida pelos sucesso dos meus alunos e também pelo sucesso de inúmeros talentos da Astronomia e da Astronáutica espalhados por todo o nosso país. Vale lembrar que os melhores alunos da OBA 2016 serão selecionados para um curso de aprofundamento à distância organizado por astrônomos profissionais da SAB e que, depois de várias provas via internet, serão selecionados para a prova final presencial que vai constituir as equipes de estudantes brasileiros do ensino médio que defenderão o nosso país nas olimpíadas internacionais de Astronomia 2017.

OBA2016_EM

Alunos do ensino médio do Anglo São João, São João da Boa Vista, SP, fazendo a prova da OBA.


Paralelamente à OBA aconteceu também a X MOBFOG – Mostra Brasileira de Foguetes na qual alunos devem construir e lançar foguetes artesanais. Saiba mais sobre a MOBFOG no próprio site da OBA.

Parabéns a todos os alunos que fizeram a prova e construíram e lançaram seus foguetes! Todos já ganharam o mais importante: o conhecimento. Se vierem medalhas, melhor ainda!

Congratulações especiais aos organizadores do evento que bravamente chegou à sua décima nona edição. Toda iniciativa que tem por objeto contribuir para a melhora na qualidade da educação científica de base no Brasil merece incentivo e muito respeito!


Para saber mais

  • Visite o site oficial da OBA. Lá você vai encontrar muita informação além de vasto material didático gratuito e as provas de todas as edições da olimpíada resolvidas e gabaritadas, já incluindo a prova de ontem.
  • Simulados on line da OBA com um banco de questões que já foram cobradas em provas anteriores. No site da olimpíada você também encontra link para baixar o aplicativo simulado da OBA caso queira usar o seu smartphone como plataforma.

Já publicado no Física na Veia!


Hoje teve OBA
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

OBA2015_01

Meus alunos do ensino fundamental e médio do Anglo São João realizando a prova da OBA 2015 hoje

 

Aconteceu hoje, em todo o território nacional, a décima oitava edição da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, evento oficial da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e que envolve cerca de 800 000 alunos de ensino fundamental e médio de todo o Brasil.

É incrível! Parece que foi ontem que nasceu a OBA. Mas ela já tem quase duas décadas de vida! Hoje, mais madura, cumpre de forma ainda mais eficiente o seu papel de melhorar o conhecimento científico dos jovens estudantes brasileiros tendo como motivação o belíssimo estudo da Astronomia.

Tive o prazer, mais uma vez, de aplicar as provas para os meus alunos aqui no Anglo São João, São João da Boa Vista, SP. Outros alunos meus lá do CEI, Poços de Caldas, MG, também fizeram a prova da OBA  aplicada por colegas professores da instituição.

É gratificante ver a molecada fazendo olimpíada numa sexta-feira à tarde pelo prazer de aprender mais!

Parabéns ao prof. Dr. João Batista Garcia Canalle (IF/UERJ), coordenador da OBA , e toda a sua equipe pelo brilhante e persistente trabalho de enorme importância para a cultura científica brasileira! Parabéns também aos colegas professores de todo o Brasil que juntos formam uma frente de batalha para manter vivo o gosto pela Astronomia e Ciências afins. E, mas do que parabéns, um ABRAÇO ASTRONÔMICO carinhoso a todos os quase um milhão de jovens estudantes brasileiros participantes dessa olimpíada gigante que, pelo simples fato de enfrentarem a prova e os estudos astronômicos, já são vencedores!

Lembro ainda que a prova de hoje vai servir para selecionar os melhores alunos de Astronomia do Brasil do ensino médio que, em breve, receberão treinamento à distância por astrônomos da SAB e participarão da “peneira” para formar a equipe de super campeões que defenderá o Brasil nas OIAs – Olimpíadas Internacionais de Astronomia em 2016. No ano passado tive quatro alunos nesse time de campeões e torço para que em 2015 não seja diferente!

Na próxima segunda-feira sai a resolução oficial das provas de hoje realizadas em quatro versões: níveis 1, 2 e 3 para o ensino fundamental e nível 4 para ensino médio.

 

OBA2015_02

Moçada “sangue bom” botando os neurônios pra trabalhar!


ATUALIZAÇÃO [sábado, 16/maio/2015, 12h07min] 

Já temos as resoluções oficiais das provas da OBA 2015. Ficou curioso? Confira:

  • Nível 1 (alunos das primeiras séries do ensino fundamental 1)
  • Nível 2 (alunos das últimas séries do ensino fundamental 1)
  • Nível 3  (alunos de todas as séries do ensino fundamental 2)
  • Nível 4  (alunos das últimas séries do ensino médio)

Saiba mais sobre a OBA


Já publicado no Física na Veia!


Campeões nas Olimpíadas de Astronomia 2014
Comentários Comente

Prof. Dulcidio Braz Júnior

Fotos da VI OLAA: facebook.com/obabr
Equipe Brasileira na OLAA 2014

‘Selfie oficial’ da equipe brasileira: prof. Julio César Klafke (na frente) e prof. João Batista Garcia Canalle com os cinco jovens campeões brasileiros

 

Entre os dias 10 e 16 de outubro aconteceu na cidade de Minas, no Uruguai,  a VI OLAA – Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica.

Os cinco jovens estudantes representantes do Brasil no evento deram show! Confira:

1 – Rafael Charles Heringer Gomes, Romero Moreira Silva e Wagner Fonseca Rodrigues conquistaram medalhas de ouro;
2 – Carolina Lima Guimaraes e Lucas Hagemaister conquistaram medalhas de prata;
3 – Os cinco jovens talentos brasileiros receberam o prêmio especial de melhor prova individual pois TODOS gabaritaram a prova que fizeram individualmente;
4 – Rafael Charles Heringer Gomes conquistou mais dois prêmios especiais: melhor prova em grupo e melhor prova de foguetes;
5 – E, como se talento e competência não bastassem, Carolina ainda recebeu o prêmio de melhor companheira, eleita por todos os alunos participantes do evento.

Resultados sensacionais, não? Essa equipe brasileira entra para a história do evento pois é a que mais ganhou prêmios dentre todas as equipes de todas as seis edições da VI OLAA. Está bom para você? Eu fiquei super orgulhoso pelo excelente desempenho dos jovens brasileiros!

Parabéns aos organizadores da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica pela iniciativa e fôlego de realizar essa olimpíada por tanto tempo e com tanta competência! Em 2014 a OBA chegou à sua 17ª edição! E é a primeira prova seletiva dos estudantes que defenderão o Brasil nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astrofísica no ano posterior (veja mais detalhes logo abaixo). A OBA é coordenada pelo prof. João Batista Garcia Canalle (IF/UERJ).

Parabéns também aos professores que treinaram a equipe brasileira no curso intensivo presencial. A moçada, que obviamente tem talento, provou que está afiadíssima. Isso é a marca da dedicação e competência dos treinadores!

E PARABÉNS super especiais e com todas as letras e honras à Carolina, ao Lucas, ao Rafael, ao Romero e ao Wagner, os cinco jovens estudantes brasileiros que defenderam nossas cores com muita categoria!


OLAA2014 Carolina

Carolina Lima Guimarães


OLAA2014 Lucas

Lucas Hagemaister


OLAA2014 Rafael

Rafael Charles Heringer Gomes


OLAA2014 Romero

Romero Moreira Silva


OLAA2014 Wagner

Wagner Fonseca Rodrigues

 

Como funciona a seleção dos estudantes brasileiros?

A OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica seleciona anualmente cerca de 1000 estudantes do ensino médio de todo o Brasil para um processo de treinamento  e provas que vão filtrando os melhores até chegar aos cinco estudantes que vão compor a equipe que defenderá o Brasil nas OIAs – Olimpíadas Internacionais de Astronomia no ano posterior. Atualmente o Brasil participa da OLAA – Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica e também da IOAA – International Olympiad on Astronomy and Astrophysics.

Os estudantes de ensino médio pré-selecionados se inscrevem numa plataforma de ensino de Astronomia e Astrofísica à distância onde recebem aulas e também fazem provas seletivas que vão peneirando os melhores. No final, uma equipe bastante reduzida faz uma prova presencial para compor a equipe final que defenderá o Brasil nas olimpíadas internacionais no ano seguinte. Os cinco finalistas são então convocados para um treinamento intensivo presencial com astrônomos profissionais.

Logo, o sucesso dos nossos estudantes nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astrofísica não é casual. Ele vem de todo um processo que inicialmente incentiva milhares de estudantes de todo o Brasil a se aprofundarem em temas ligados à Astronomia e Astrofísica. Em seguida, pela prova da OBA, define um seleto grupo de jovens talentos brasileiros de norte a sul que passarão por mais treinamento e provas seletivas. É uma estratégia muito bem organizada para escolher os melhores dentre os melhores e oferecer muito, mas muito treinamento.

Participo com meus alunos desde as primeiras edições da OBA. Ao longo dessa história, muitos foram medalhistas. Diversos foram pré-selecionados para disputar vaga na equipe olímpica e passaram por treinamento oficial do evento. Por dois anos consecutivos tive um aluno que ficou como suplente da equipe brasileira (confira: 2004 e 2005).

Em 2014,  cinco dos meus alunos de ensino médio foram medalhistas na 17ª edição da OBA, todos do CEI – Centro Educacional Inovação com sede em Poços de Caldas, Minas Gerais.

Fotos: CEI/Poços de Caldas  (arquivo pessoal)
OBA2014 CEI Poços de Caldas

Joaquim, Giovani, Cícero e Fernando: pré-selecionados para compor a equipe que defenderá o Brasil nas OIAs 2015

 

Giovani Nascimento Pereira (3ª série) foi medalha de ouro. Cícero Luiz Alves Zanette (2ª série), Fernando Lucas Araújo Amaral (3ª série) e Joaquim Augusto Pomarico Cioffi (3ª série) receberam medalha de prata. E Camille Bucci Simões de Paula (3ª série) conquistou medalha de bronze.

Giovani, Cícero, Fernando e Joaquim, pelo excelente desempenho na prova da OBA 2014, estão no seleto grupo de estudantes brasileiros que passarão por treinamento à distância. No próximo domingo (2/novembro) fazem simulado para testar a plataforma de EAD em Astronomia e Astrofísica. E logo na semana que vem começam seus estudos de aprofundamento. Até o começo do ano que vem passarão por diversas provas seletivas e muito treinamento.

Destaco que o Giovani foi medalhista de prata nas provas da OBA em 2012 e 2013. Nessas duas edições da olimpíada ele já foi convidado para disputar uma vaga na equipe olímpica brasileira e foi longe. Em 2014, portanto pela terceira vez consecutiva, está entre os melhores alunos de Astronomia e Astrofísica do Brasil!

Estou muito orgulhoso pelo desempenho dos meus cinco super alunos em Astronomia e, em especial, pelo convite que os quatro melhores colocados receberam da organização da OBA para disputar vaga na equipe olímpica que defenderá o Brasil nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astronáutica 2015.

Boa sorte para eles! Mais do que sorte: estudo e competência! Agora é estudar, estudar e estudar! E ter calma e segurança para fazer boas provas seletivas! Sigo junto, no suporte teórico e dando o apoio que eles merecem como excelentes pessoas e alunos fantásticos!

Giovani

Giovani Nascimento Pereira (ouro)

Cícero

Cícero Luiz Alves Zanette (prata)

Fernando Lucas

Fernando Lucas Araújo Amaral (prata)

Joaquim (prata)

Joaquim Augusto Pomarico Cioffi (prata)


Observação: a Camille não aparece nas fotos porque, bem no dia em que elas foram feitas, por algum problema pessoal, ela não esteve presente na escola. Mas está aqui devidamente homenageada, com todo carinho! 

 Para saber mais

  • Conheça as provas de todas as edições das OBA (com resolução e comentários). As provas do ensino médio correspondem sempre ao nível mais alto em cada edição.

Já publicado no Física na Veia!

 

 


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>