Física na Veia!

Arquivo : outubro 2016

Outra imperdível oficina de Física no IFGW/Unicamp
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

XXXVII_Oficina_IFGW

Cartaz do evento

 

No próximo dia 19 de novembro de 2016, sábado, acontece a XXXVII Oficina de Física “Cesar Lattes”.

O evento, que ao chegar em sua 37ª edição ratifica que já virou tradição no IFGW – Instituto de Física “Gleb Wataghin” da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, destaca-se pelo elevado nível das atividades que atraem um público diversificado e sempre muito interessado em Física e que vai desde estudantes do ensino médio até alunos de graduação e pós graduação em Física além de profissionais de educação básica e superior, dentre outros interessados em atualizar o seu conhecimento na área.

Tratando sempre de assuntos “quentes” e atuais, eu diria que desta vez o prof. Dr. Mario Bernal, organizador do evento, foi extremamente feliz e escolheu um tema no mínimo instigante: “Resolução de problemas complexos de Física usando Matemática elementar”.

Já fi minha inscrição! Vem comigo? Será um delicioso sábado de muita Física! Na Veia!

Confira mais informações no site do evento onde você pode fazer a sua inscrição on line. E logo abaixo a programação completa.

Programação

Local: Auditório do IFGW
PalestranteTema – AtividadeHorário
Entrega de Material08:00 – 08:30
Abertura08:30 – 08:40
Prof. Maurício Kleinke
(IFGW-UNICAMP)
Protocolos para Resolução de Problemas: Limites e Aplicações08:40 – 09:30
Perguntas e discussões09:30 – 09:45
Intervalo para Café09:45 – 10:15
Prof. Alexandre da Fonseca
(IFGW/UNICAMP)
Física Básica na Pesquisa Científica: resposta mecânica
de nanomolas de carbono
10:15 – 11:05
Perguntas e discussões11:05 – 11:20
Prof. Luiz Zagonel
(IFGW/Unicamp)
Desenho de um sistema ótico para pesquisas em
nano-materiais
11:20 – 12:10
Perguntas e discussões12:10 – 12:25
Intervalo para Almoço12:25 – 14:00
Prof. José Lunazzi
(IFGW/UNICAMP)
Resolvendo problemas sem cálculo diferencial e integral,
mas indo em direção a ele, sem deixar que o bosque
esconda a árvore
14:00 – 14:50
Perguntas e discussões14:50 – 15:05
Intervalo para Café15:05 – 15:30
Prof. Mario A Bernal
(IFGW/UNICAMP)
Desenvolvendo a intuição em Física resolvendo problemas15:30 – 16:20
Perguntas e discussões16:20 – 16:35
Encerramento16:35 – 16:40

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O Brasil é campeão na OLAA 2016
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

OLAA2016_equipe_BR

Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique, os jovens estudantes brasileiros que venceram a VII OLAA que aconteceu na Argentina

 

Aconteceu na Argentina, na cidade de Córdoba, entre 2 e 8 de outubro de 2016, a VIII OLAA¹ – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.

Sabe que país venceu a competição? BRASIL! Sim! Nosso país ficou em primeiro lugar no quadro geral de medalhas com duas de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Trouxeram as medalhas de ouro os estudantes Henrique Barbosa de Oliveira (de São Paulo, SP) e Mateus Siqueira Thimóteo (de Mogi das Cruzes, SP). Lucas Camargo da Silva (de Florianópolis, SC) e Nicolas Almeida Verras (de São Paulo, SP) conquistaram a prata. E Beatriz Marques de Brito (de São Paulo, SP) faturou o bronze. Liderando a equipe brasileira estavam os astrônomos Dr. João Canalle (Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ) e Dr. Júlio Klakfe (Universidade Paulista, UNIP).

Mas as conquistas não pararam por aí! Beatriz e Lucas também foram premiados por terem feito a melhor prova observacional e ganharam, cada um, um telescópio. Beatriz ainda venceu outro prêmio, sendo eleita a melhor companheira, o que lhe rendeu um galileoscópio, pequena luneta inspirada na histórica luneta de Galileo que em 1609 deu início às observações astronômicas com instrumentos.

O Brasil, que participou das oito edições do evento, com esse incrível resultado atingiu a marca de 22 medalhas de ouro, 15 de prata e 3 de bronze.

Parabéns aos líderes da equipe brasileira! E parabéns ao quadrado aos cinco jovens estudantes (Beatriz, Mateus, Lucas, Nicolas e Henrique) que defenderam o nome do nosso país com muita competência!

Como está formatada a OLAA

As provas da OLAA exploram tanto o conhecimento teórico quanto o prático.

A prova teórica foi realizada em duas partes: individual e em grupo. E sempre mesclando as delegações. Na parte prática os estudantes participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais e foram avaliados individualmente em provas observacionais que exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio. 

Objetivos da competição internacional

Segundo o Dr. João Batista Garcia Canalle, vice-presidente da OLAA – Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica e coordenador da OBA² – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, a olimpíada científica internacional promove o intercâmbio de conhecimento entre os alunos e também a troca de experiências didáticas entre os professores que lideraram os grupos. “Por meio de iniciativas como a OLAA, desejamos unir as nações, fomentar e popularizar a astronomia e a astronáutica entre os países participantes e despertar o interesse nos jovens pela astronomia e pelas ciências espaciais”.

Vale destacar que a OLAA é a única modalidade internacional a realizar provas em que alunos de diferentes países são avaliados também em grupos multinacionais com o propósito de mostrar aos participantes que a ciência atual é feita em cooperação, ou seja, em grupos e por pessoas de diferentes países. Também merece destaque o fato de que a OLAA é a única olimpíada que obriga que os grupos sejam de ambos os gêneros. 

 

Treinamento e seleção

Aqui no Brasil, os melhores estudantes de astronomia do ensino médio são anualmente selecionados numa “primeira peneira” pela pontuação obtida na OBA. Os melhores classificados são então convidados para um treinamento no estilo EAD (ensino à distância) em plataforma gerenciada pelos organizadores da competição nacional.

Nesta plataforma os estudantes fazem um simulado para “aquecer os motores” e, em seguida, sempre em constante treinamento com material didático próprio e escrito por um time de astrônomos profissionais, passam por de três provas online.  No final do processo, os melhores estudantes de cada estado passam por uma bateria de provas presenciais em diversas sedes nacionais espalhadas pelo território nacional.

Por fim, os vencedores dessa maratona nacional de treinamento e avaliações que dura alguns meses são então convocados para uma outra etapa de treinamento intensivo com astrônomos e especialistas. Normalmente essa etapa ocorre na cidade de Vinhedo, no interior de São Paulo, junto ao Observatório Astronômico Abraão de Morais que pertence ao IAG – Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP – Universidade de São Paulo.  A programação costuma ser dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com e sem instrumentos, além de atividades de resolução de exercícios, realização de provas simuladas, e a construção e lançamentos de foguetes “caseiros” feitos de garrafas PET.

Em 2016 os estudantes da equipe brasileira contaram com o Planetário Digital Móvel da OBA para estudar o céu por meio de projeções. E ainda aprenderam a montar e a manusear dois tipos de telescópios.

Meus alunos campeões da OBA 2016

OBA_2016_Anglo-SJ_campeoes

Meus alunos campeões medalhistas das OBA 2016

 

Meus alunos participam da OBA desde sempre. Em 2016, no colégio Anglo São João, em São João da Boa Vista, interior de SP, temos oito estudantes do ensino médio medalhistas nessa importante competição estudantil brasileira e pré-selecionados para participar do treinamento e seleção à distância.

Como explicado mais acima, desse treinamento e seleção sairão os melhores estudantes que vão defender o Brasil nas olimpíadas internacionais de astronomia, incluindo a OLAA que, em sua nona edição, terá como sede o nosso vizinho Chile.

Confira abaixo os nomes dos medalhistas que deixaram esse velho professor super orgulhoso!

OBA_2016_Anglo-SJ_campeoes_poster

Leandro, Anael, Bruna, Guilherme, Mateus, Thaís, Vitor e Frank

 

Na imagem acima você confere os medalhistas do Anglo São João:

  • Leandro | primeira série do ensino médio | medalha de bronze
  • Anael | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Bruna | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Guilherme | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Mateus | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Thaís | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Vitor | segunda série do ensino médio | medalha de prata
  • Frank | terceira série do ensino médio | medalha de prata

 

Parabéns Leandro, Anael, Bruna, Guilherme, Mateus, Thaís, Vitor e Frank! Torço muito para que em 2017 vocês possam estar selecionados para compor a equipe vai defender o Brasil no Chile e também noutras competições internacionais! #TamoJunto


(1) Fundada na cidade de Montevidéu, Uruguai, a OLAA acontece desde 2009 e é coordenada por astrônomos de vários países da América Latina.
(2) A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira e da AEB – Agência Espacial Brasileira.

Para saber mais

  • Conheça as provas (resolvidas) de todas as edições da OBA.

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Cesar Lattes: “Linha do tempo científica”
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

Lattes_Gardner

César Lattes e Eugene Gardner ao lado do sincrociclótron de 184 polegadas na Universidade de
Berkeley (EUA). Nesse acelerador a dupla produziu os primeiros méson artificiais da história no início
de 1948. Fonte: CBPF

 

Acontece na próxima segunda-feira, 10 de outubro de 2016, às 9 h, no auditório do DRCC – Departamento de Raios Cósmicos e Cronologia do IFGW – Instituto de Física “Gleb Wataghin” da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas, cerimônia de homenagem ao Professor (Dr)¹ Cesar Lattes.

Na ocasião será inaugurado o painel “Linha do tempo científica” do prof. Cesar Lattes.

Para quem estiver longe de Campinas, SP, mas tiver interesse no assunto, haverá transmissão ao vivo pela RTV Unicamp em www.rtv.unicamp.br.

E, se você ainda não conhece a incrível história do cientista brasileiro “quase” Nobel de Física, siga os links abaixo. Você vai descobrir que chamar de incrível a vida do prof. Lattes não é exagero algum!


1 – Sempre vale lembrar que Cesar Lattes gostava de ser chamado de professor em vez de doutor.


Para saber mais

  • Um Cientista, uma história: Cesar Lattes – episódio 12 da série em animação produzida em parceria entre o SESI e o Canal Futura e que conta a vida de 30 cientistas brasileiros que se destacaram. Aproximadamente 5 min.
  • Cientistas Brasileiros – Cesar Lattes e José Leite Lopes – documentário em vídeo com aproximadamente 55 min]
  • Breve Histórico de Cesar Lattes – no site do CBPF – Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

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Reforma do Ensino Médio: parecer oficial da SBF
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

Einstein_MP746

 

Até agora não me manifestei oficialmente aqui no blog sobre a MP 746/2016 — medida provisória do governo federal de 22 de setembro de 2016 e que propõe reforma no ensino médio.

Além do pouco tempo que tenho tido para blogar, fiquei profundamente triste e abatido com a proposta. E fui tomado pela sensação de impotência diante da (quase) certeza de que mais uma vez vão passar uma rasteira na educação. Que coisa!

Com quase trinta anos de sala de aula, como autor de material didático desde os anos 90, como divulgador científico há mais de uma década, já bastante enraizado profissionalmente com a educação¹, não consigo entender como possam ser ignoradas as medidas tão óbvias que cedem lugar àquilo que me parece tão somente uma tentativa burocrática, de gabinete, para reinventar a roda que já começa a dar sinais de que vai acabar ficando quadrada!

Vou respirar mais um pouco. Oxigenar o meu cérebro. E me acalmar. Desentristecer. Adiante prometo publicar minha contribuição pessoal para as discussões prévias que deveriam nortear a tão necessária e importante reforma do Ensino Médio que, de cara, jamais poderia vir numa mera canetada “emergencial” que mais tem jeitão de tentativa vazia de mostrar serviço!

Mas reproduzo abaixo o parecer oficial da SBF – Sociedade Brasileira de Física sobre o tema publicado ontem no site da instituição. Vale a pena pela importantíssima reflexão.

Se você se preocupa com a educação, por gentileza, divulgue esse post! E deixe o seu comentário sobre o tema, especialmente se você é professor ou algum profissional diretamente ligado à área da educação.


NOTA PÚBLICA DA SBF SOBRE A MEDIDA PROVISÓRIA DO ENSINO MÉDIO (MP 746/2016)

Acontece na SBF, semana de 06 de outubro de 2016

A Sociedade Brasileira de Física vem a público manifestar preocupação quanto à Reforma do Ensino Médio por meio de Medida Provisória encaminhada ao Congresso Nacional. Reconhecemos a necessidade e urgência de reforma. Entretanto, por também reconhecer a complexidade do tema e a necessidade de construir, por meio de debate público qualificado, elementos para a sustentação de mudanças efetivas e eficazes, entendemos que tal questão não deve ser apreciada em caráter de Medida Provisória.

Consideramos que aspectos da MP 746 atentam contra os objetivos preconizados, quais sejam, a ampliação do tempo de escolarização e a necessidade de se pensar um Ensino Médio que seja atraente, flexível e atenda aos interesses e demandas de formação dos estudantes.

Dentre eles, destacamos:

  1. A MP estabelece como condição para exercício da docência “trabalhadores em educação, portadores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim” e, para a parte técnica do currículo, outros profissionais, que, mesmo sem ter a qualificação profissional requerida, “detenham notório saber”. Assim, em lugar de indicar ações efetivas para formação de professores e estímulo à entrada e permanência na carreira, a MP apenas legitima  a precarização hoje existente  – segundo o censo de 2015, quase 40% dos professores em exercício não tem formação adequada para as disciplinas que lecionam. No caso da Física, esse número é de 68,7%. A SBF reafirma a necessidade de fortalecer a formação de professores com cursos de licenciaturas específicas nas áreas de conhecimento e condições de trabalho e carreira que tornem a profissão atraente.
  1. A MP reduz o componente de formação geral, destinada aos conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), das atuais 2400 horas para  1200 horas. Ou seja, a formação geral, cultural e científica dos estudantes é reduzida pela metade e não ampliada, como se anuncia. O tempo restante se volta para uma preparação para o  mercado de trabalho, sem qualquer alusão a outro princípio educativo. Não há espaço, no novo Ensino Médio anunciado, para formação ética, estética e científica dos estudantes. A ampliação referida pela MP é da carga horária anual mínima fomentando a implementação das Escolas de Ensino Médio em tempo integral.
  1. A proposta não estabelece a obrigatoriedade de oferta dos componentes curriculares em todas as escolas ou sequer de todas as áreas de conhecimento. A flexibilização pretendida não pode privar os estudantes do acesso ao conhecimento, como na prática poderá ocorrer com o Novo Ensino Médio anunciado.  A proposta estabelece como única obrigatoriedade da escola a oferta de Matemática, Língua Portuguesa e Língua Inglesa. Assim, escolas poderão simplesmente abolir a oferta de componentes como Física, Química, Sociologia, Filosofia, História, Artes, Educação Física, Biologia…  A gravidade desse fato dispensa maiores comentários.
  1. A MP não menciona aspectos fundamentais para um projeto de reforma do Ensino Médio tais como:
    a)  Ações e diretrizes para formação de professores e valorização da carreira docente.
    b)  Condições materiais e organizacionais para que as escolas possam oferecer, com qualidade, currículos amplos e diversificados;
    c) Indicações sobre a oferta de Ensino Médio noturno (30% das matrículas atuais);
    d) Indicação de diretrizes para projetos de escola integrada ou de tempo integral ou indicação de legislação complementar a este respeito. O projeto parece desconhecer as avaliações de políticas públicas e projetos em andamento em vários estados e munícipios brasileiros.
  1. A MP menciona a BNCC que, entretanto, não está ainda regulamentada. Os princípios da BNCC,  que constam no texto aprovado após consulta pública,  não estão sendo considerados. Do mesmo modo, a  extensão de conhecimentos propostos na BNCC são incompatíveis com as 1200 horas anunciadas.

Por esta razão, a SBF vem a público se manifestar contra a forma e os termos com que foi apresentada a Reforma e recomenda a retomada, em caráter de urgência, das discussões sobre um Projeto de Lei de Reforma do Ensino Médio brasileiro, com amplo debate com a sociedade e qualificada participação de especialistas e entidades científicas.


1-Não me entenda mal! Não me coloco (de forma arrogante) como dono da verdade! Mas apenas como alguém que respira educação há algumas décadas e, tentando acertar, sempre, conhece o problema (e algumas soluções) bem de perto. Certo?

 

Para saber mais

Matérias do UOL Educação

 


Nobel de Física 2016: as fases exóticas da matéria
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

Nobel_2016

David J. Thouless, F. Duncan M. Haldane e J. Michael Kosterlitz. Fonte: NobelPrize.org

 

Saiu hoje, 4 de outubro, o Nobel de Física¹ 2016. Apostei no pessoal do LIGOLaser Inteferometer Gravitational-Wave Observatory e a incrível (e inédita!) detecção das ondas gravitacionais (saiba mais nesse post). Errei! O tema premiado foi o estudo das transições de fase da matéria e seus estados exóticos usando Topologia, ramo avançado da matemática, evolução da Geometria, que descreve as propriedades de um objeto que permanecem intactas quando o próprio objeto é esticado, torcido ou deformado, sem no entanto ser dilacerado.

Três cientistas britânicos — mas que atuam em universidades americanas — dividiram o prêmio de pouco mais de R$ 3 milhões: David Thouless da Washington University (1/2 do prêmio), Duncan Haldane da Princeton University (1/4 do prêmio) e Michael Kosterlitz da Brown University (1/4 do prêmio).

Convivemos — e por isso mesmo estamos acostumados — com a matéria em apenas três fases ou estados clássicos: o sólido, o líquido e o gás.  Mas, se a temperatura da matéria sobe bastante, o grau de agitação dos átomos e moléculas fica muito elevado e passamos a ter o estado conhecido como plasma. Se a temperatura abaixa para valores próximos do Zero Absoluto, o zero da escala absoluta Kelvin, podemos atingir o estado conhecido como  Condensado de Bose-Einstein, um condensado quântico no qual todos os átomos, exauridos da energia térmica, encontram-se no mais baixo estado quântico, comportando-se como se fossem juntos um só átomo gigante, evidenciando macroscopicamente o comportamento quântico da matéria.

Nobel_Fisica_2016__01

Estados clássicos da matéria e seus extremos exóticos

 

Nos extremos de temperatura, muito alta ou muito baixa, temos os estados exóticos, de comportamento bastante peculiar.  Entender a fundo como a matéria se comporta nesses estados pode ser o caminho para criar novos materiais e com características bastante diferentes. Segundo o comitê  organizador do Nobel, “na última década, essa área do conhecimento impulsionou pesquisas de ponta em física da matéria condensada. Os físicos esperam poder usar os materiais topológicos em novas gerações de dispositivos eletrônicos e supercondutores, além de abrir caminho para o futuro desenvolvimento de computadores quânticos. As transições de fase topológica da matéria abrem portas para um mundo desconhecido onde a matéria pode assumir estados estranhos”.

Mas note aí: as ondas gravitacionais vão levar o Nobel de Física. Em breve.


1 – Soube da premiação de Física no meu horário de almoço. Às terças leciono em Poços de Caldas, MG, a manhã toda e parte da tarde. Somente agora, ao final da tarde, ao voltar para casa( e antes da terceira jornada de aulas à noite) pude saber mais detalhes sobre as pesquisas e cientistas laureados e escrever algo sobre o tema. Quero me aprofundar mais oportunamente!

Para saber mais


Já publicado aqui no Física na Veia!

Confira os posts do blog sobre os trabalhos dos laureados com Nobel de Física desde 2006.

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