Física na Veia!

Arquivo : outubro 2014

Campeões nas Olimpíadas de Astronomia 2014
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

Fotos da VI OLAA: facebook.com/obabr
Equipe Brasileira na OLAA 2014

‘Selfie oficial’ da equipe brasileira: prof. Julio César Klafke (na frente) e prof. João Batista Garcia Canalle com os cinco jovens campeões brasileiros

 

Entre os dias 10 e 16 de outubro aconteceu na cidade de Minas, no Uruguai,  a VI OLAA – Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica.

Os cinco jovens estudantes representantes do Brasil no evento deram show! Confira:

1 – Rafael Charles Heringer Gomes, Romero Moreira Silva e Wagner Fonseca Rodrigues conquistaram medalhas de ouro;
2 – Carolina Lima Guimaraes e Lucas Hagemaister conquistaram medalhas de prata;
3 – Os cinco jovens talentos brasileiros receberam o prêmio especial de melhor prova individual pois TODOS gabaritaram a prova que fizeram individualmente;
4 – Rafael Charles Heringer Gomes conquistou mais dois prêmios especiais: melhor prova em grupo e melhor prova de foguetes;
5 – E, como se talento e competência não bastassem, Carolina ainda recebeu o prêmio de melhor companheira, eleita por todos os alunos participantes do evento.

Resultados sensacionais, não? Essa equipe brasileira entra para a história do evento pois é a que mais ganhou prêmios dentre todas as equipes de todas as seis edições da VI OLAA. Está bom para você? Eu fiquei super orgulhoso pelo excelente desempenho dos jovens brasileiros!

Parabéns aos organizadores da OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica pela iniciativa e fôlego de realizar essa olimpíada por tanto tempo e com tanta competência! Em 2014 a OBA chegou à sua 17ª edição! E é a primeira prova seletiva dos estudantes que defenderão o Brasil nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astrofísica no ano posterior (veja mais detalhes logo abaixo). A OBA é coordenada pelo prof. João Batista Garcia Canalle (IF/UERJ).

Parabéns também aos professores que treinaram a equipe brasileira no curso intensivo presencial. A moçada, que obviamente tem talento, provou que está afiadíssima. Isso é a marca da dedicação e competência dos treinadores!

E PARABÉNS super especiais e com todas as letras e honras à Carolina, ao Lucas, ao Rafael, ao Romero e ao Wagner, os cinco jovens estudantes brasileiros que defenderam nossas cores com muita categoria!


OLAA2014 Carolina

Carolina Lima Guimarães


OLAA2014 Lucas

Lucas Hagemaister


OLAA2014 Rafael

Rafael Charles Heringer Gomes


OLAA2014 Romero

Romero Moreira Silva


OLAA2014 Wagner

Wagner Fonseca Rodrigues

 

Como funciona a seleção dos estudantes brasileiros?

A OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica seleciona anualmente cerca de 1000 estudantes do ensino médio de todo o Brasil para um processo de treinamento  e provas que vão filtrando os melhores até chegar aos cinco estudantes que vão compor a equipe que defenderá o Brasil nas OIAs – Olimpíadas Internacionais de Astronomia no ano posterior. Atualmente o Brasil participa da OLAA – Olimpíada Latino Americana de Astronomia e Astronáutica e também da IOAA – International Olympiad on Astronomy and Astrophysics.

Os estudantes de ensino médio pré-selecionados se inscrevem numa plataforma de ensino de Astronomia e Astrofísica à distância onde recebem aulas e também fazem provas seletivas que vão peneirando os melhores. No final, uma equipe bastante reduzida faz uma prova presencial para compor a equipe final que defenderá o Brasil nas olimpíadas internacionais no ano seguinte. Os cinco finalistas são então convocados para um treinamento intensivo presencial com astrônomos profissionais.

Logo, o sucesso dos nossos estudantes nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astrofísica não é casual. Ele vem de todo um processo que inicialmente incentiva milhares de estudantes de todo o Brasil a se aprofundarem em temas ligados à Astronomia e Astrofísica. Em seguida, pela prova da OBA, define um seleto grupo de jovens talentos brasileiros de norte a sul que passarão por mais treinamento e provas seletivas. É uma estratégia muito bem organizada para escolher os melhores dentre os melhores e oferecer muito, mas muito treinamento.

Participo com meus alunos desde as primeiras edições da OBA. Ao longo dessa história, muitos foram medalhistas. Diversos foram pré-selecionados para disputar vaga na equipe olímpica e passaram por treinamento oficial do evento. Por dois anos consecutivos tive um aluno que ficou como suplente da equipe brasileira (confira: 2004 e 2005).

Em 2014,  cinco dos meus alunos de ensino médio foram medalhistas na 17ª edição da OBA, todos do CEI – Centro Educacional Inovação com sede em Poços de Caldas, Minas Gerais.

Fotos: CEI/Poços de Caldas  (arquivo pessoal)
OBA2014 CEI Poços de Caldas

Joaquim, Giovani, Cícero e Fernando: pré-selecionados para compor a equipe que defenderá o Brasil nas OIAs 2015

 

Giovani Nascimento Pereira (3ª série) foi medalha de ouro. Cícero Luiz Alves Zanette (2ª série), Fernando Lucas Araújo Amaral (3ª série) e Joaquim Augusto Pomarico Cioffi (3ª série) receberam medalha de prata. E Camille Bucci Simões de Paula (3ª série) conquistou medalha de bronze.

Giovani, Cícero, Fernando e Joaquim, pelo excelente desempenho na prova da OBA 2014, estão no seleto grupo de estudantes brasileiros que passarão por treinamento à distância. No próximo domingo (2/novembro) fazem simulado para testar a plataforma de EAD em Astronomia e Astrofísica. E logo na semana que vem começam seus estudos de aprofundamento. Até o começo do ano que vem passarão por diversas provas seletivas e muito treinamento.

Destaco que o Giovani foi medalhista de prata nas provas da OBA em 2012 e 2013. Nessas duas edições da olimpíada ele já foi convidado para disputar uma vaga na equipe olímpica brasileira e foi longe. Em 2014, portanto pela terceira vez consecutiva, está entre os melhores alunos de Astronomia e Astrofísica do Brasil!

Estou muito orgulhoso pelo desempenho dos meus cinco super alunos em Astronomia e, em especial, pelo convite que os quatro melhores colocados receberam da organização da OBA para disputar vaga na equipe olímpica que defenderá o Brasil nas olimpíadas internacionais de Astronomia e Astronáutica 2015.

Boa sorte para eles! Mais do que sorte: estudo e competência! Agora é estudar, estudar e estudar! E ter calma e segurança para fazer boas provas seletivas! Sigo junto, no suporte teórico e dando o apoio que eles merecem como excelentes pessoas e alunos fantásticos!

Giovani

Giovani Nascimento Pereira (ouro)

Cícero

Cícero Luiz Alves Zanette (prata)

Fernando Lucas

Fernando Lucas Araújo Amaral (prata)

Joaquim (prata)

Joaquim Augusto Pomarico Cioffi (prata)


Observação: a Camille não aparece nas fotos porque, bem no dia em que elas foram feitas, por algum problema pessoal, ela não esteve presente na escola. Mas está aqui devidamente homenageada, com todo carinho! 

 Para saber mais

  • Conheça as provas de todas as edições das OBA (com resolução e comentários). As provas do ensino médio correspondem sempre ao nível mais alto em cada edição.

Já publicado no Física na Veia!

 

 


AR2192, a mancha solar do tamanho de Júpiter
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Prof. Dulcidio Braz Júnior


Surgimento da AR2192 no começo da semana

O Sol anda bastante agitadinho nos últimos dias. E desde o começo dessa semana astrônomos vêm acompanhando o surgimento e a evolução de uma enorme região ativa (ou mancha) solar, a AR2192. Ela tem praticamente o mesmo diâmetro do planeta Júpiter, o gigante gasoso do Sistema Solar. Logo, chamá-la de enorme não é exagero!

O filme acima, feito com imagens capturadas entre 21 e 22 de outubro pelo AIA – Atmospheric Imaging Assembly do SDO – Solar Dynamics Observatory da NASA, mostra a gigante mancha aparecendo na borda oeste do Sol na medida em que a nossa estrela gira. Com a rotação do Sol, a mancha vai ficando cada vez mais “de frente” para o nosso planeta que se torna “alvo fácil” de partículas e radiação caso ocorram explosões solares nessa mancha. Vale lembrar que só nessa semana já foram quase quarenta flares solares provenientes da AR2192: 27 da classe C, 9 da classe M e dois bastantes intensos, da classe X (veja a classificação dos flares solares nesse post).

Hoje a AR2192 está voltada para a Terra e, segundo medidas do seu campo magnético, tem grande potencial para novas explosões. Veja a imagem abaixo, disponível em spaceweather.com, feita pelo HMI – Helioseismic and Magnetic Imager do SDO.

HMI/SDO/NASA
hmi1898_240ut2014

A AR2192, pelo seu tamanho e grande atividade, virou assunto entre os astrônomos profissionais e amadores ao longo dessa semana. Hoje ela é destaque no APOD – Astronomy Pictures os The Day com a bela imagem abaixo feita por Randall Shivak e Alan Friedman.

Randall Shivak/Alan Friedman (Averted Imagination) via APOD/NASA
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O que são manchas solares?

Manchas solares são regiões na superfície do Sol com temperatura menor do que a média local e, por isso mesmo, em comparação com a superfície da nossa estrela, parecem ser mais escuras.

As manchas solares apresentam grande concentração de campo magnético. Este campo magnético concentrado aprisiona matéria na forma de plasma, ou seja, gás muito quente e ionizado e eletricamente carregado. Note na imagem acima que podemos perceber as linhas de indução do campo magnético na mancha solar. É algo parecido com as linhas que vemos quando jogamos limalha de ferro nas proximidades de um imã. Só que na mancha solar é o plasma que faz a vez da limalha.

Se as linhas de campo magnético se rompem, matéria pode ser lançada para o espaço em eventos que chamamos de ejeção de massa coronal. Neste caso, inúmeras partículas são arremessadas no espaço e muitas delas podem atingir a Terra. As auroras boreais e austrais resultam da chegada dessas partículas que interagem com a atmosfera terrestre.

Junto com as partículas ejetadas do Sol, temos também radiação de amplo espectro que normalmente vão desde as ondas de rádio até os raios gama, passando pela luz (visível) e pelos raios X.

A quantidade de manchas solares observáveis nos dá uma ideia da atividade solar.


 Atualização [29/outubro/2014]

Por conta da rotação da nossa estrela, a AR2192 encontra-se hoje, quarta-feira, na borda leste do Sol. Em mais algumas horas ela vai sumir por trás da nossa estrela. Confira a sua posição na imagem abaixo. Compare com a imagem acima feita no dia 24/outubro, sexta-feira passada.

HMI/SDO/NASA
hmi1898_29out2014
A AR2192 bem perto da borda leste do Sol

 

Destaco ainda uma curiosidade: o Sol não gira como um corpo rígido. Por ser gasoso, tem rotação diferencial que depende da latitude. O período de rotação superficial do Sol é de cerca de 25 dias terrestres na região equatorial enquanto que nas regiões polares chega a 36 dias aproximadamente. Suspeita-se que essa rotação também varie com a profundidade das camadas solares.


Para saber mais

Gostou do tema? Saiba mais sobre o Sol e o trabalho incrível do SDO – Solar Dynamics Observatory. Baixe o SDO Guide (PDF, em inglês).

SDO_guide


Já publicado no Física na Veia!

[11/04/2013]  O Sol “piscou” pra nós

 


Um cometa vai passar muito perto de Marte
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

C2013A1_Marte_SolarSystemScope
Simulação do espetáculo que veríamos se estivéssemos em Marte (via Solar System Scope)

 

Nesse domingo, 19 de outubro, o cometa Siding Spring C/2013 A1 vai passar a apenas 139 mil quilômetros de Marte.
Pode parecer muito. Mas em Astronomia isso é quase nada. Para se ter uma ideia, a distância média Terra-Lua é três vezes maior, cerca de de 384 mil quilômetros (confira nesse post).

Quando descoberto por Robert H. McNaught, em janeiro do ano passado, havia uma forte suspeita de que o cometa iria se chocar com Marte. Observações sistemáticas permitiram coletar dados para traçar com mais precisão a verdadeira órbita do cometa ao redor do Sol. Logo se percebeu que não haveria colisão com o planeta vermelho. Mas já se sabia que o C/2013 A1 passaria de raspão por Marte.

Se estivéssemos lá em Marte, o espetáculo seria lindo! Imagine um cometa passando a 1/3 de distância da Lua à Terra! Como estamos na Terra que atualmente se encontra a cerca de 240 milhões de quilômetros de distância de Marte (1,6 vezes a distância média Terra-Sol), o cometa está muito longe daqui. E, visto de longe, estará praticamente “colado” em Marte para um observador terrestre. Assim, se olharmos para Marte, veremos o de sempre: um pontinho avermelhado bem brilhante no céu e nada mais.

Mas, para sentirmos o gostinho do espetáculo em solo marciano, o site Solar System Scope, que já divulguei anteriormente aqui no blog, criou uma simulação bem bacana. A imagem acima é um print screen dela.

Ficou interessado? Clique aqui  para ir direto para a simulação. Espere o carregamento. A simulação vai mostrar automaticamente o cometa ascendendo no céu marciano por efeito da rotação do planeta. Se quiser vê-la novamente, use o botão restart no rodapé da tela, à direita.

Se clicar no botão to orbit, você sai do solo marciano e vai para o espaço, de onde poderá ver Marte e o cometa em aproximação, como na imagem abaixo onde fica bem claro que a cauda do cometa sempre está, como esperado, em oposição ao Sol (explico esse fenômeno nesse post).

C2013A1_Marte_SolarSystemScope_orbita
Visão do espaço, onde podemos ver o cometa em aproximação com Marte

Experimente clicar/arrastar com o mouse na tela da simulação. Você poderá girar o sistema solar em três eixos, escolhendo qual a melhor posição de observação. As setas do teclado também fazem a mesma função e as teclas + e – do teclado numérico (bem como a rodinha central do mouse) permitem alterar o zoom. É bem divertido!

 

Cobertura ao vivo

Assista a cobertura ao vivo da passagem do cometa Siding Spring por Marte pelo projeto Virtual Telescope. Clique na tecla play para ver a transmissão ao vivo. Se ela ainda não tiver começado, você verá um relógio em contagem regressiva.


Já publicado no Física na Veia! 

 


Aos mestres, com carinho
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

dimensionsinfo.com
lousa_giz

Já inventaram o computador e tablets.  Já tivemos disquetes e depois CD/DVD.  Vivemos agora a era do pendrive.

Criaram também o Power Point, o data-show e as lousas digitais. Até projetores 3D já estão disponíveis em algumas escolas.

Temos internet e redes sociais, além de inúmeras ferramentas no mundo digital para ajudar o professor a tornar a aula mais interessante, ágil e divertida.

Mas a verdade é que, se acabar a energia elétrica, o equipamento der pau ou a conexão com a internet cair, só com um pedaço de giz na mão e um quadro negro, modéstia à parte, todos fazemos milagres, não?!

Compartilho com cada um dos meus bravos colegas professores do Brasil e do mundo o prazer de ser educador!

E vamos em frente que hoje tem(teve) aula, amanhã tem mais aulas, depois de amanhã também… Fim de semana não tem aula mas temos provas para corrigir/preparar.


obs.: 1. Demorei para postar minha homenagem ao Dia do Professor porque de manhã dei aulas e depois do almoço estava preparando mais aulas…  / 2. Esse texto é um upgrade do meu primeiro texto de Dia do Professor publicado aqui no Física na Veia! em 2004, ano em que nasceu o blog que completa 10 anos em 2014.

 

Tags : professor


O que nossos presidenciáveis pensam sobre C&T?
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

Dilma_Aecio_CT

 

Você, como eu, curte Ciência & Tecnologia? Concorda comigo que para o nosso país é uma área estratégica?

O que será que Dilma e Aécio pensam sobre o tema? Confesso que desconheço a opinião dos nossos candidatos à Presidência da República sobre essa área tão importante para o país.

Gostaria muito de saber mais detalhes sobre o que nossos presidenciáveis pretendem fazer na área.

Se você concorda, compartilhe esse post. Ou compartilhe o banner acima nas redes sociais. Clique nele e salve a imagem maior que se abrirá.  E use-a, como quiser.

Na fanpage do Física na Veia! no Facebook também estou disponibilizando o banner. No Twitter também.

Vamos estimular o debate presidencial sobre C&T!


Nova ordem de grandeza para a idade do blog
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Prof. Dulcidio Braz Júnior

FNV_rascunho_10anos
Em outubro de 2004 o Física na Veia! saiu da prancheta

 

Parece que foi ontem. Era 2004. E os blogs eram a maior novidade da internet. O UOL havia acabado de disponibilizar uma plataforma de blogs para os seus usuários.

Como educador, logo pensei:

1) Essa nova ferramenta pode turbinar o alcance das minhas aulas.
2) Adeus ao sinal para começar/terminar a aula: posso ter aulas on line, 24 h por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, sem nenhum limite de espaço e de tempo.
3) Os temas para os posts (minhas aulas virtuais) podem surgr de qualquer motivação e não de uma programação rígida a ser cumprida.
4) Dá para ajudar meus alunos mais interessados a ampliarem o conhecimento, em especial trabalhando a Física contextualizada.
5) Posso ter outros alunos espalhados pelo mundo, sem limite de idade, sem compromisso de provas, todos juntos por aqui pelo simples prazer de ensinar/aprender.
6) …

A ideia de ter um blog de Física era tentadora e instigante! Passei quase 2004 inteiro planejando uma linha editorial. E em 11 de outubro de 2004 o Física na Veia! saiu da prancheta.

Faça as contas: 2014 – 2004 = 10. Uma década de trabalho! Ou melhor, 10 anos diversão. Tenho me divertido muito por aqui, trocando ideias com gente do Brasil e do mundo que já gostava de Física e até muitos que estão aprendendo a gostar!

Até ontem a ordem de grandeza da idade do blog era 0. O blog tinha

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Agora já posso comemorar com você: a nova ordem de grandeza da idade do Física na Veia! é 1!

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Ou, como gosto de imaginar os aniversários, foram 10 voltas no Sol de carona com o planetinha azul! Considerando que a distância média Sol-Terra é de 149,6 milhões de quilômetros e aproximando a órbita da Terra para uma circunferência, cada volta no Sol correponde ao perímetro (2πR) da circunferência de raio R = 149,6 milhões de quilômetros. Fazendo as contas, a cada volta da Terra no Sol viajamos 2πR = 2 x 3,14 x 149,6 = 940 milhões de quilômetros. Como foram 10 anos, já viajei com o blog 10 X 940 milhões de quilômetros, 9400 milhões de quilômetros, ou 9,4 bilhões de quilômetros! E sempre muito bem acompanhado dos meus leitores!

Por falar em leitores, o blog acumula mais de 3,2 milhões de visitas. Olha só quanta gente já veio aqui para ratificar minha tese de que a Física é pop, slogan que passei a usar aqui no blog quando completamos 1 milhão de visitas!

Que venham muitas outras voltas. Porque ensinar/aprender Física é uma deliciosa viagem. Nem sempre a estrada é boa. Mas a paisagem é maravilhosa!

FNV_ensinar-aprender-fisica

E aí? Vem comigo?


Obs.: Esse post está duplicado no endereço antigo do blog, marcando a transição para o novo endereço e a nova plataforma.

 


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